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Tectum Intuentes

Ociosidade produtiva - textos reflexivos, anotações íntimas, sacanagens e demais ressentimentos.


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28 Novembro

Nesta data querida

Eis que no apagar das luzes deste dia registramos mais uma primavera dele, o DJ Mandacaru, que ultrapassa hoje a barreira dos trint'anos com elegância inaudita: de longe, parece ter só 29. A ele, as nossas homenagens na pessoa da Marilyn (bom, pelo menos foi a única que arrumamos que topou fazer a homenagem):

23:12:45 - Pinto - 2 comentários

22 Novembro

Pela volta dos Bulhões da CPMF

Acho a Nota Fiscal Paulista uma baita iniciativa. De verdade. Para os não iniciados, consiste no seguinte: o governo de SP abre mão de ⅓ do ICMS recolhido e o devolve direto ao contribuinte, duas vezes ao ano, na forma de créditos ou mesmo de dinheiro em conta. Faça as contas: ao abrir mão de um terço da receita e ainda assim o programa ter se mostrado um sucesso de público e crítica o governo faz uma admissão tácita de que a sonegação deve ultrapassar 50% da base arrecadatória. Minhas noções de economia dão o suficiente para esta conclusão e mais esta outra: um programa do tipo só é viável –como de resto muitas outras coisas– em São Paulo, mesmo porque neste País o ICMS é inacreditavelmente cobrado na origem, e não no destino. Eis uma das razões do gigantismo paulista, mas isso fica para outra hora porque questão aqui é outra.

Pois bem. Aí hoje tivemos a condenação definitiva de Tânia Bilhões Bulhões, mais uma sonegadora confessa que saqueou os cofres públicos em somas de grande monta vendendo bugigangas de luxo e, em vez de cadeia, irá morrer com alguns mil reis e posar de boa samaritana. Sim, você já viu esse filme.

Não consigo deixar de associar as duas coisas à grita pela volta da cobrança de CPMF, imposto ao qual este redator é francamente favorável, em que pese a oposição do patronato aqui do Zeno GmbH. Por duas razões: a colateral, que é o financiamento direto à saúde necessitada, porque viu essa receita evaporar no cochilo do governo no Congresso há alguns anos; e porque é um dos poucos tributos, talvez o único, que você, dona Tânia e eu pagamos sem apelação. Atinge diretamente uma enorme base (exceto os que não possuem conta corrente, claro) e deixa um rastro perene que tanto incomoda os profissionais da muamba e de outras mumunhas mais. Dona Tânia pode nunca precisar do SUS, mas cada vez que quitar a mensalidade do seu plano de saúde privado VIP ajudará a custear os cofres públicos provavelmente como nunca o fez.
21:40:56 - Pinto - 1 comentário

21 Novembro

Quem tiver ouvidos para escutar que ouça

"Os mercados querem dinheiro para cocaína e prostitutas. Sério. A maioria das pessoas não percebe que 'os mercados' são na realidade recém-formados em administração de 22 a 27 anos, que inventam furiosamente estratégias de compra e venda em planilhas Excel, se reportam a chefes cinco anos mais velhos e, geralmente, têm a mentalidade de ginasianos. Um plano orçamentário de quatro anos não vai deixá-los satisfeitos. Daqui a quatro anos estarão fora do negócio ou promovidos a uma posição na qual a Irlanda não lhes importará mais. Em vez de um orçamento apropriado, o que o país pode fazer é subornar as agências de classificação de risco. Pão e circo para as massas, cocaína e prostitutas para o mercado. Por que não explorar o fato de que sistema é caótico e aético para fazer algum bem ao país em vez de levá-lo à falência num esforço para comprar BMWs novos para solteiros de 25 anos?"

Resposta de leitor à pergunta "O que os mercados querem?" feita pelo economista irlandês Kevin O'Rourke em seu blogue, segundo a CartaCapitola desta semana.

Achei meigo.
22:19:47 - Pinto - 1 comentário

20 Novembro

eu não conhecia esse sujeito, o alfredo manevy.
por isso mesmo, nunca tinha lido isso, dele falando num seminario sobre cultura e cidade, em curitiba.
li e fiquei besta.
toda vez que li ou ouvi coisa assim, foi de cara muito, mas bota muito e mesmo nisso, batuta.
pra se ter uma medida, um assim foi o vilanova artigas, chegando p/ dar aula na fau, saindo da cassação.
foi ouvir o cara então e entender o quê queu tava fazendo ali afinal.
23:27:59 - George Smiley - Comentar

Quem tiver olhos para ler que repare

Quando a raiva aumenta com a renda

Leonardo Pinto


(Publicado na @revistaaldeota da 2ª quinzena de novembro, temporariamente disponível aqui.)

Preconceito é uma janela numa janela dentro de outra janela até o infinito, numa metáfora delicada para um tema nem tanto. O que se vê no Brasil pós-eleições, especialmente na internet e especificamente contra os “nordestinos”, são essas janelas se entreabrindo.

“Nordestinos” vai entre aspas pela impropriedade. Nada mais diverso que Piauí e Bahia, por exemplo. Por extensão, raras vezes se esbarra na expressão “sudestino”: o que poderia haver de comum entre a realidade paulista e carioca, e entre eles a cearense, exceto em maior ou menor grau a concentração de renda? [Leia mais!]
14:57:20 - Pinto - 2 comentários

18 Novembro

Yes, nós temos topete



Fica sendo a nossa resposta à recente onda homofóbica se abateu por aí. É um dos clipes mais divertidos que vi nos últimos tempos, e a musiquinha boba gruda como chiclete.
19:07:09 - Pinto - 3 comentários

17 Novembro

Hip, hip, hurra! Viva o protetor solar!

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Já que ninguém na redação se manifesta, toca a mim fazer o registro de mais uma primavera (chuvosa e fria, mas não menos florida) do nosso mantenedor Zeno Cosini.

Se eu já puxava o saco do chefe antes de conhecer a residência praiana dele na Côte d'Or (o que finalmente logrei fazer neste feriado), vocês não imaginam agora. Dentro de uma reserva florestal, condomínio "exclusivo", encerrava todo tipo de sofisticação urbana dentro de uma mata semivirgem de fauna variegada. Dizem que tinha até preguiça, que eu só vi mesmo quando olhei no espelho, mas ainda assim um programão.

Quando é o próximo feriadão mesmo, chefinho?
22:05:38 - Pinto - 7 comentários

O álcool é o pior inimigo do homem

Aproveitando o gancho musical, ontem foi aniversário de um francês canalha (redundância), amigo da casa, e a Redação deixa aqui os cumprimentos atrasados de sempre com a lembrança de um outro francês batuta, Boris Vian: "eu bebo sistematicamente para esquecer os amigos de minha mulher". Para ouvir a música, clique aqui. Para a letra, aqui.
09:56:12 - Zeno - 4 comentários

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