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Jornal Velho

Recortes e papéis de ontem, de duas décadas, do mês passado, de hoje - o pesadelo do pessoal de limpeza.


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16 Dezembro

e.rata

elamos:
não foi willian shakespeare, foi willian congreve quem mandou essa que é verdade e dou fé:

"Heaven has no rage like love to hatred turned, Nor hell a fury like a woman scorned,"

algo como, sem a bela rima do cara, 'o céu não tem raiva como a do amor feito ódio, nem o inferno uma fúria como uma mulher corneada'.

via viomundo
13:16:55 - George Smiley -

06 Dezembro

Ética e sensibilidade

Recebi —mandaram de graça lá em casa, fazer o quê?— a tal da revista/catálogo de compras Época com o iPad na capa e fui folhear pra descobrir o que não vou ter grana para comprar neste fim de ano. Cada um dispõe da realidade que lhe compete e vive ou não mais ou menos descolado dela. Quem acha que está se descolando demais da sua deveria ler o editorial assinado por Helio Gurovitz, diretor de Redação da revista/catálogo, sobre as diferenças entre o WikiLeaks e o jornalismo, que supostamente seria capaz de "transformar a confusão em clareza", selecionando e interpretando os fatos, coisa que o WikiLeaks, pelo mesmo raciocínio, jamais fará. A alturas tantas, ele delira:

"A segunda razão que afasta o WikiLeaks do jornalismo é sua motivação. Jornalistas e hackers [termo impróprio aqui, na minha opinião] parecem ter atividades de natureza semelhante: ambos estão em busca de informação e do acesso a algo inédito. Mas jornalistas também são movidos por duas outras forças: ética e sensibilidade".

É o típico discurso de seminarista que convém muito aos patrões do Helio, que aliás não têm nem uma virtude nem a outra. O monopólio da ética e da sensibilidade que os jornalistas pretensamente detem —junto do complexo de superioridade da categoria, para quem ambos são atributos raros ou inexistentes nas demais profissões— é o que tem levado o jornalismo nacional a esses níveis elevados de soberba e cinismo, para não mencionar a falta de embasamento intelectual, sem os quais não se poderia fazer o tipo de imprensa que temos.

A capa da mesma edição da Época é o suficiente para contradizê-lo, mas não se deve esperar de um jornalista tão graduado nem leitura nem senso crítico suficientes para esse tipo de análise. Ele estará muito ocupado fazendo jornais ou revistas/catálogo, até aqui de ética e de sensibilidade.
13:12:50 - Pinto -

05 Dezembro

O jabá do gibi



Chega essa época do ano e as revistinhas tornam-se o que deveras são: catálogos de compras.
22:38:20 - Pinto -

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