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Tectum Intuentes

Ociosidade produtiva - textos reflexivos, anotações íntimas, sacanagens e demais ressentimentos.


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27 Fevereiro

Tem que ver



São 52 minutos, mas vale cada um deles, especialmente pela frase "quem crê seja possível um crescimento infinito num mundo finito ou é louco ou é economista".
14:48:23 - Pinto - 1 comentário

25 Fevereiro

É isso aí, bicho!

"Parmalat compra Daslu"

Adesg informa: sai perua, entra vaca.

(crdt férdinand côstes)
11:39:59 - Pinto - 6 comentários

24 Fevereiro

Marcuse, a Revolução e Duas ou Três Coisas Que Eu Sei Sobre Minha Namorada

Oi, meu nome é Zeno e sou assinante do jornal Brasil de Fato, cortesia de um amigo que se picou do Brasil e transferiu a assinatura dele pra mim. Coisa de amigo do peito, mesmo. Há, é claro, as manchetes peculiares do jornal: no número que acaba de chegar aqui em casa, por exemplo, pula na primeira página a manchete de que o McDonald’s, lugar insalubre onde estive com meu filho ontem à noite, está sendo processado por uma série de violações trabalhistas, que vão de salários a R$2,37/hora até acusações de assédio sexual. Logo abaixo, a chamada para um artigo de Fidel Castro: “OTAN quer ocupar a Líbia”. Mas não é disso que quero falar, nem mesmo da simpática cartinha com alguns erros de português (que são ninharia diante do desafio de transformar a sociedade) que me conclamou a renovar a assinatura com vários argumentos irretorquíveis sobre a necessidade do depósito bancário para a manutenção da Causa.

Do que eu quero falar mesmo é da embalagem do jornal para assinantes. Um plástico preto, sóbrio, opaco, com filetes brancos nas partes superior e inferior, mais o logo do jornal, no alto, à esquerda, seco, “Brasil de Fato”, com o slogan abaixo “Uma visão popular do Brasil e do Mundo”. No outro lado da embalagem, nada, nenhuma informação, só a do pretume discreto, presença ausente que desperta sentidos indeterminados. A semelhança se me veio num raio: “Parece aquelas embalagens de revista pornô sueca dos anos setenta, ou então aqueles catálogos de sex shop que a gente recebia pelo correio nos anos oitenta”.

Não vou discorrer aqui sobre o papel da Suécia social-democrata na liberação dos costumes em sociedades caretas pós-ressaca-de-sessenta-e-oito, mas isso rendia uma bela troca de diálogos pra casal moderninho, né não?:

[Ele, animado] – Nossa, isso me lembra catálogo de sex shop, daquelas americanas, que anunciavam os produtos por ordem alfabética!”

[Ela, também animada] – É verdade!

[Ele] [silêncio]
20:14:51 - Zeno - 4 comentários

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