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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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29 Agosto

Contra o Tempo (Source Code, 2011)

Parece que passou por aqui em julho deste ano, mas se subiu, ninguém sabe, ninguém viu. Soldado americano é enviado a um trem que já explodiu para tentar descobrir quem é o terrorista. Como? Ele é enviado, em viagem temporal, oito minutos antes da explosão. Pra quê, se o trem já explodiu? Porque se ele identificar o autor, conseguirá impedir um segundo atentado com bomba química no centro de Chicago. O problema, claro, é que o trem carrega centenas de pessoas e ele só tem os tais oito minutos pra resolver a encrenca (a explicação pra isso merece outro texto). A cada fracasso, isto é, a cada vez que o trem explode, ele é enviado novamente pro mesmo ponto no tempo, para mais uma tentativa. Alguém definiu o filme como o "Dia da Marmota" (Feitiço do Tempo/Groundhog Day) do Bill Murray sem a marmota. E é isso mesmo. Poderia também ser encaixado na crescente gaveta do "Filme De Ação Com Um Toque Cabeça". O Hipopótamo recomenda pra fãs de ficção científica que já sofreram com coisa muito pior nos últimos anos. E, como cereja, tem um monólogo final muito batuta sobre vida, morte e o Anish Kapoor.
20:28:29 - Zeno -

19 Agosto

Gakuen Mokushiroku, ou High School Of The Dead (2010)

É daí pra baixo

A imagem aí em cima comparece porque as palavras não dão conta do que é esta minissérie japa baseada em mangá. Se não bastassem as cenas de violência explícita, com sangue lambendo a tela em todas as combinações possíveis, ou então o fascínio bélico e fálico por armas de todo tipo, de bastões de beisebol a rifles de alta precisão, ou mesmo o fato de os produtores terem a cara de pau de terminar o seriado com uma citação dos Hollow Men, do T.S. Eliot (sim, aquela que descreve como o mundo termina) - se não bastasse todo esse acinte, ainda temos uma profusão de peitos extra G, close-ups em calcinhas de 2 em 2 minutos, coxas longilíneas, nudez gratuita e decotes que envergonhariam até mesmo o nosso Lama, o outro exemplo de japonês pervertido que temos à mão, conhecido por suas excursões putanheiras à região de Moema, aqui em SP. Pra descer ainda mais o nível, uma epidemia sem explicação transforma inicialmente uma pacata cidade japonesa, depois o mundo (incluindo o Air Force One, numa cena hilária) na maior concentração de zumbis já vista desde o último pacote de mapas de Call Of Duty - Black Ops. Tudo isso, claro, filmado a 200 km por hora, com flashbacks, flashforwards, câmera lenta "efeito bala" e outras mumunhas desqualificadas.

Em resumo: é sensacional. À venda em blu-ray no mercado americano e nas melhores casa de torrent do país. E não digam que eu não avisei.
12:41:42 - Zeno -

16 Agosto

Jonah Hex (2010)

Acho que nem estreou por aqui - foi lançado diretamente em DVD e Blu-ray. Dá pra entender. É tão ruim, tão ruim, que chega a..., não, não chega a nada, mesmo. Nem a Megan Fox (we like her) escapa do abacaxi. É baseado no gibi de mesmo nome, que, confesso, só li uma ou outra vez na adolescência (as histórias foram publicadas inicialmente pela Ebal, depois aos trancos pela Abril, acho que hoje tá nas mãos da Panini). É uma pena, porque o personagem tem tudo pra se dar bem no cinema: esquisitão, caçador de recompensas no Velho Oeste, tem um acordo com o Tinhoso e um corpo mezzo fechado (ele consegue, por exemplo, interrogar cadáveres!). Quem quiser conhecer melhor nosso anti-herói, recomendamos o desenho animado DC Showcase: Jonah Hex, 11 divertidos minutos disponíveis nas melhores casas de torrent.
10:32:33 - Zeno -

14 Agosto

Dia dos Pais comemorado dos dois lados do Muro

Com o gancho do elogio ao Richard Corliss aí embaixo, segue a lista que ele publicou, a propósito do recente aniversário da construção do Muro de Berlim, com seus 10 Top Ten Berlin Wall Movies. Dá pra discordar de um ou outro (devo ser das poucas vozes dissonantes que acham A Vida dos Outros um equívoco imenso), mas não da boa idéia por trás da lista, até porque ela menciona um dos filmes queridinhos aqui da casa, Funeral em Berlim, com o mais divertido dos anti-espiões que a Guerra Fria gerou, o meu, o seu, o nosso Harry Palmer.
11:01:00 - Zeno -

Planeta dos Macacos - A Origem (Rise of the Planet of the Apes - 2011)

Filho recebe carinho do pai, depois cresce e resolve enfrentar a vida ao lado dos seus. Só que o filho em questão é um chimpanzé geneticamente modificado e a vida que ele enfrentará é a luta contra o domínio dos humanos. Meu candidato a Melhor Filme de Ação destas férias, Planeta dos Macacos funciona em diferentes níveis, todos muito bons (inclusive no comentário político, lembrado pela excelente resenha feita pelo batuta Richardo Corliss, da revista Time). Tem até ecos dos filmes de zumbis, que andaram sumidos aqui do blog mas não de nossos corações. Se descontarmos alguns clichês e o mau desempenho de quase todos os atores não-simiescos, fica o que interessa: um ritmo bem calculado, com a primeira parte expositiva e paciente, a segunda, que remete aos filmes clássicos de prisão, com nosso herói na jaula coletiva, junto a outros chimpanzés e gorilas, e a terceira, a da rebelião, que é simplesmente sensacional, cumprindo aquela exigência visual básica: uma sucessão de planos "nunca vi isso antes". Dá até para levar seu filho ao cinema, mas não reclame se o garoto começar a ter idéias próprias - não à toa, o slogan do filme é "Evolution becomes Revolution".
10:29:53 - Zeno -

09 Agosto

Super 8 (2011)

O filme só estréia na sexta mas o Hipopótamo já dá a ficha. É a parceria hypada de J.J. Abrahms e Spielberg, mas a bilheteria lá na matriz não correspondeu às expectativas mais otimistas (arrecadou somente 124 milhões). Faz tempo que não se via um filme tão, tão, tão... alguém ainda fala "pós-moderno" no sentido de acumular pilhas de citações? De bate-pronto, lembramos de Goonies, E.T., Contatos Imediatos, Guerra dos Mundos, Transformers, M. N. Shyamalan, Stephen King, George Romero e até do Galinho Chicken Little... - não deve haver um único fotograma que não seja menção, referência ou piscadela. No saldo, tem uma cena sensacional de trem e um ou outro take inteligente, junto a um monte de seqüências mezzo constrangedoras. Mas deve melhorar se visto em tela grande, com barulheira apropriada, e não num cine torrent. A parte boa da crítica americana, que normalmente elogia ou destrói com certa uniformidade, desta vez se dividiu entre entusiasmos e ressalvas (vá lá no Metacritic pra conferir). O comentário mais inesperado veio do nosso queridinho J. Hoberman, que disse que o filme "dramatiza a antiga falência da infraestrutura industrial da nação" (a história se passa numa cidadezinha do Rusty Belt, em 1979). Ninguém aqui da Redação é fã de metáfora, salvo o Pinto, mas sabe que essa é muito boa? O que tem de metal se distorcendo, quebrando, voando, arrebentando ao longo de quase duas horas, olha, não tá no gibi - só na cabeça e na tela do J.J.
20:54:27 - Zeno -

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