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Tectum Intuentes

Ociosidade produtiva - textos reflexivos, anotações íntimas, sacanagens e demais ressentimentos.


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23 Setembro

um desdesenho do merdado de consumo

não sei por que sempre imagino os cara que inventa isso indo no banheiro...
assim: como será que ele faz? como será que ele se limpa? de que cor será?
ah, questões, questões...

"A mulher independente valoriza mais o interior design

As novas identidades e perfis femininos contemporâneos

Diante dos novos cenários de vida, as mulheres mais independentes e super poderosas redefinem e ampliam seus papéis e se tornam mais multi, trans, flex.
Do closet ao carro, dos escritórios às suas casas, os ambientes se redefinem para inspirar e transmitir ao mesmo tempo novas identidades e estilos de vida.
O interior design precisa ser acima de tudo emofuncional e seus ambientes e objetos, auto-expressivos e autorais, multiuso e por que não, fashion? (fashion interior concept).
A casa é o seu castelo e abrigo: local de fuga e conforto familiar e de reencontro e isolamento pessoal (local do switch off)."

Uma lei

Connie Palmen

"A melhor maneira de enfrentar um inimigo, quando você suspeita de perigo, é olhá-lo diretamente nos olhos. Se você desvia o olhar daquilo de que tem medo, este medo se potencializa e também permanece por muito mais tempo que o necessário. É algo que se evita por natureza. É como andar de motocicleta. Na garupa você tem a tendência de jogar o corpo na inclinação contrária à curva, mantendo-o o mais afastado possível do asfalto. Mas deve-se justamente acompanhar a inclinação da curva com o corpo, quase arranhando o chão com a ponta do nariz. Você deve fazer aquilo que lhe dá medo, porque é o mais seguro."

— Connie Palmen, em As Leis, Editora 34.

Lido há muito tempo, continua um livraço!
00:54:37 - Pinto - Comentar

13 Setembro

Sem mais

O consenso em torno de certas ideias de dominância financeira –idéias que estão na origem da atual crise– não seria possível sem a sua vocalização pela mídia. Não se trata de uma teoria conspiratória, estou dizendo que isso se deu através de um processo social em que as camadas dominantes impõem as idéias dominantes. A gente nunca pode perder essa dimensão da luta social; como ela se desenvolve e como maneja os símbolos, os significados, as palavras. Tome o exemplo da queda da taxa de juros brasileira. Isso produziu em certas pessoas (da mídia) uma estupefação; em algumas mais estupefação, em outras alguma indignação. As que ficaram mais estupefactas sempre ouviram o contrário, que era um perigo, era a ruína . As ideias , como dizia um autor do século XIX, tem uma força material enorme –a força material das idéias dominantes. Norberto Elias, o sociólogo, dizia que é muito difícil você desconstruir um consenso como este. Daí o papel crucial da luta social e política. Ou você acha que a crise vai se resolver mecanicamente, por ela mesma? Não vai. É necessário formular alternativas. A solução dita ‘normal' é previsível, diz o economista americano Doug Henwood, que tem uma newsletter de nome muito interessante, 'Left Business Observer'. Henwood foi encarregado de escrever sobre Wall Street, antes e depois da crise. É muito fácil, asseverou. Antes da crise, Wall Street era o locus mais poderoso de interesses políticos, econômicos e sociais dos EUA. Depois da crise, Wall Street continua sendo o locus mais poderoso de interesses políticos, econômicos e sociais dos EUA. Um repórter que te entrevista sobre política monetária e ouve algo contrário a esses interesses, daqui e de lá, hesita em publicar; se publica o faz cheio de ressalvas. Esse jornalista foi emprenhado pelo ouvido, durante anos, para perguntar e ouvir sempre a mesma coisa. O problema da mídia no mundo inteiro é esse monopólio de algumas empresas que veiculam a visão dominante. Elas são a classe dominante. Nos anos 50 e 60 na Europa, por exemplo, você tinha uma mídia diversificada que expressava as posições políticas distintas. As pessoas liam o 'Avanti!', o 'La Unità'... Havia debate político. Hoje você não tem debate. O que você tem é uma farsa.

– Luiz Gonzaga Belluzzo, no debate 'Neoliberalismo, um colapso inconcluso'.

Um viva extra para a expressão "emprenhar-se pelo ouvido", uma das favoritas desta redação.
12:42:54 - Pinto - 6 comentários

12 Setembro

Jabá filosófico

Depois de Frege, o dilúvio

Tudo que você queria saber sobre arte, história, moral, filosofia e política (as seções do livro) mas não tinha ninguém qualificado pra perguntar. Agora tem.
09:55:25 - Zeno - Comentar

09 Setembro

Se oriente, rapaz

A maioria da redação aqui desta bodega usa iPhone. Mas se o cidadão leitor da nanoaudiência não tem grana pra rasgar pra Apple e usa Android, pode se interessar por este aplicativo gratuito, desenvolvido por um camarada meu cuja alcunha é Cabeção. Gente fina o Cabeção, pena que é tímido e detesta aparecer.

Rodízio SP faz a geolocalização da área de rodízio e diz se você está fora ou dentro dela, perigando tomar aquela multa.

Sim, isso foi um jabá. Tão gratuito quanto o aplicativo em si.
22:22:06 - Pinto - 1 comentário

Ecoterrorismo



"Tem bandido que não tem consciência ecológica." GODOY, Mariana, apresentadora da Globo, em matéria no SPTV, agora há pouco, sobre desova de carros, supostamente roubados, no rio Tietê. Vai para o trono sem escalas. É nossa frase do mês e, seguramente, finalista para melhor frase do ano.
13:00:32 - Pinto - 4 comentários

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