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Filmes esquisitos

Nós gostamos mesmo é do escurinho.


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13 Fevereiro

Separação (2011)

O boêmio volta novamente a este sítio e quebra um jejum de semanas, cuíca meses, para admoestar o nosso cinófilo, digo, cinéfilo maior, Zeno Cosini, mantenedor benemérito deste espaço, com as seguintes afirmações:

- o iraniano Separação é o melhor filme realizado em décadas porque exuberante naquilo que carece a Hollywood: roteiro. Não fosse isso não estariam a fazer remakes e adaptações de quadrinhos — por sinal, quanto mais recente mais degenerada;

- uma devogada amêga minha — vocês não conhecem, não — amou o filme de paixão e saiu-se com o comentário: "Tão bom que nem parece iraniano: não tem criança com remela correndo atrás de balão durante meia hora perdida";

- minha senhoura viu ecos de Rashômon com as muitas verdades de cada personagem se sobrepondo. Pode ser, mas pode muito bem ser corporativismo nipônico;

- é uma aula de como fazer um bom filme com orçamento restrito: os planos são quase todos fechados em cenários idem, há poucas externas e o filme não é claustrofóbico apesar disso;

- é uma aula de como dirigir atores sem afetação ao ponto de parecer um documentário. O protagonista, aliás, é modos ver o nosso ministro Antônio Patriota, o do Exterior. Periga dar autógrafos na próxima viagem a Teerã.

- faux-pas: os aiatolás proibem mulheres sem chador na telona, deve ser. Resultado: nas cenas domésticas, o ambiente familiar soa falso por isso, o feitiço se quebra e despertamos do transe: aquilo lá é ficção. Nada pode ser perfeito. Mas até nisso o filme é bom, como denúncia, ainda que involuntária, dessa realidade.

- Leila Hatami é o rosto mais belo a imprimir o celuloide (supondo que eles ainda usaram película) desde Catherine Deneuve. Se foi digital, então, pior: ela reina soberana.

Sou capaz de sustentar tudo o que escrevi acima num tribunal, caso me acusem de algo. Quero ver o constrangimento no Oscar, ganhando ou não este filme.
00:15:01 - Pinto -

08 Fevereiro

aos artistas do amor

em homenagem àquele que levou a brega ao estado de arte, wando -grande inspirador das coleções iniciais do manda-, uma entrevista de ninguém menos que o maior de todos na área, até no nome:

17:42:47 - George Smiley -

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