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A hora do DJ Mandacaru

Velharias musicais sempre fresquinhas.


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12 Fevereiro

Te pregunté mil vezes, se me querias




Eu sei que é esquisito, mas o primeiro disco de tango que me pegou de jeito mal tinha argentino. É bem verdade que em 1956 o DJ que vos fala tinha meros três anos. Acho que naquele tempo disco durava mais. Enfim, não importa, na virada dos 60 eu achava que estava entendendo tudo: Nélson cantando tango, maior parte de Herivelto e David Nasser, a paixão por Baires ainda iria demorar bem uns 30 anos pra tomar de conta (with a little help from Piazzolla). Mas o critério tava lá atrás. Até hoje me pregunto: Nelson ou Gardel?
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A Mulher na atual conjuntura política


Com a agilidade jornalística que sempre foi sua característica, o Hipô Zenô aproveita a data máxima da humanidade para prestar suas homenagens (no mais casto dos sentidos) àquelas que nos trazem ao mundo e que, melhor do que ninguém, sabem nos fazer deixá-lo, providenciando ainda um intervalo interessantíssimo entre as duas pontas.
Na abertura de nosso programa comemorativo do Dia Internacional (Paris-Milão-Nova York) das Mulheres, ouviremos a seguir Mulher, o fox-trot clássico de Custódio Mesquita e Sadi Cabral, na voz de um dos maiores cantores brasileiros, Sílvio Caldas (“Não sei que intensa magia / Teu corpo irradia que me deixa louco assim / Mulher”). Ainda pro pessoal que azarou no footing a Dercy Gonçalves e a Tonia Carrero – e não dá em cima da Suzana Vieira por não curtir essa de pedofilia – A Mulher Que Ficou na Taça, com o Francisco Alves.
Para matizar a impressão de rendição incondicional à homenageada, a velha guarda da música brasileira também deu uns petelecos (apud Dado Dolabella) no gênero. Noel Rosa – que não podia ser acusado de não gostar de mulher – tem duas antológicas: Gago Apaixonado (“mu-mu-mulher tu me-me fizeste um estrago / eu de nervoso tô-tô-tô fi-ficando gago”) e Mulher Indigesta (“merece um tijolo na testa”), ambas cantadas por ele mesmo.
No gênero “Por que eu fui largar aquela mulher?”, tem a manjadíssima Ai Que Saudades da Amélia, trocada por uma dondoca, cuja “só pensava em luxo e riqueza”, enquanto a Amélia mesmo, coitada, passava fome ao lado do queixoso e ainda “achava bonito não ter o que comer”, enfim, um exemplo para todas as damas. O Nelson Gonçalves também tem uma de lascar o chifre: começa reconhecendo que tinha sido feliz com a abandonada, reclama que hoje vive “amargurado, infeliz, acorrentado aos grilhões de um falso amor”, e encerra pedindo ajuda à ex-amada para sair dessa “pois se eu ficar com ela, serei sempre escravo dela e contigo serei senhor” – que tal?
Resumindo (como diria nosso editorialista Pinto), o assunto é vasto e controverso. Mais até, talvez, do que a aliança do DEM com o PT nas eleições pra prefeitura de Sumpa, dona Marta que nos perdoe.
01:47:03 - DJ Mandacaru - Comentar

Rock pa tí



Aí, ainda futucando os HD, deparei-me (gostou, Zeno?) com uma banda e cidade que se merecem. Pela doidice.
Maio de 1973, Led Zeppelin tocando no auditório municipal de New Orleans. Vão ouvindo. Se quiserem detalhes, leiam a matéria da OffBeat, a revista mais bacana da cidade, muito melhor do que a Veijinha-SP, se me perdoam a comparação.
O cara na foto que vocês não conhecem é o Ernie K-Doe. Depois eu conto, mas o maior sucesso do cara foi uma música chamada Mother-In-Law.
00:52:22 - DJ Mandacaru - Comentar

Um post sem justificativa

Tava eu aqui, posto em sossego, botando ordem nos HD, quando topei com Ímã. Disquinho velho - de 1999, maginem - coisa simplinha, só violão de sete, tocado pelo Swami Jr, mais uns sopros do Mané Silveira. Repertório, num interessa. Só aquela coisa básica - pode ser choro, pode ser jazz cigano do Django misturado com Villa-Lobos, enfim, não interessa mesmo. Ouçam , coisa de gênio.
00:31:54 - DJ Mandacaru - Comentar

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