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Tectum Intuentes

Ociosidade produtiva - textos reflexivos, anotações íntimas, sacanagens e demais ressentimentos.


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25 Junho

Sem palavras

16:48:32 - Pinto - Comentar

20 Junho

Jabá qualificado e copernicano


Só um maluco, ou abnegado, ou monomaníaco, ou cabra macho, ou tudo isso junto para enfrentar uma tradução integral da Crítica da Razão Pura, do Kant. Fernando Costa Mattos enfrentou e o resultado será debatido nesta sexta, na Livraria da Vila, bem no horário de uma happy hour pré-agendada. O céu estrelado sobre mim convida ao chope, A Lei Moral dentro de mim manda comparecer.

(saiu uma retificação: a data correta é quinta, dia 21; agora não tenho mais desculpa cultivada)
16:22:06 - Zeno - 2 comentários

17 Junho

Mais uma pro Ivan Lessa

Desde sábado passado eu tenho pensado "Que merda, que merda, que merda", e sei que faço parte de multidão. Ou pelo menos de multidão qualificada. Sensação parecida, assim, só quando me ligaram no dia 10 de outubro de 1985, pra dizer que o Orson Welles tinha morrido.

Era o maior escritor brasileiro sem livro? Era, fácil. Mas vamos qualificar com mais precisão: era dele a melhor frase, o melhor parágrafo, a melhor imagem, a melhor idéia matadora, a melhor "como é que eu não pensei nisso?", enfim, cada texto do Lessa, mais ou menos preguiçoso, mais ou menos por encomenda, não era nada mais ou menos. Se algum dia, por desvio de caráter, eu desejasse ser "escritor" (modo aspas: ATIVAR), ele era o cara que eu queria imitar - o que, obviamente, não é nem será nunca uma boa idéia, e o Diogo Mainardi está aí para corroborar.

O que me deixou atarantado, nos últimos dias, foi a cara de espanto de gente mais qualificada do que eu dizendo "Nunca li", "Puxa, era tão bom assim?", "Como? Melhor escritor brasileiro? Cê deve tá de brincadeira!". Eu não sabia o que responder. Talvez chacoalhar o interlocutor, aos berros, "Vai ler, seu fdp!, vai!". Ou encostar o dedo na testa da pessoa, e tentar iluminá-la com a Verdade E Dou Fé. Ou mandar ler o texto do Sérgio Augusto no Estadão de hoje, um dos poucos obituários a fazer jus, pouco, ainda, ao Lessa (o do Geneton também é bom).

Por outro desvio de caráter, de uns anos pra cá, comecei a anotar, nas últimas folhas dos livros lidos, aquilo que havia chamado minha atenção durante a leitura, uma espécie de fichamento descompromissado que facilita muito a vida na hora de bancar o Gostosão Das Frases Matadoras. Fui checar o primeiro volume da seleta do Pasquim, resenhada aqui no blog em 2006!, e tava lá, na última página do exemplar, com letrinha miúda:

"pág. 11, frases Ivan Lessa"
"pág. 98, Lessa e o seu Je Me Souviens"
"pág. 134, Lessa e o fanho"
"pág. 142, Lessa e a volta + frases"
"pág. 164, Lessa e a despedida"
"pág. 168, Lessa e os estrangeiros"

Tem mais um monte, e a lista só é interrompida aqui e acolá por um texto batuta do Vinícius (os Perfis são do balacobaco).

Em resumo, porque o uísque já tá cobrando a conta por aqui: comprem as seletas do Pasquim, comprem as seletas de crônicas que os amigos do Lessa publicaram, comprem até aquele evento bizarro de troca de corrrespondência entre o Lessa e o Mario Sergio Conti (se não pelo Lessa, para ter certeza inamovível da besta quadrada que é o Conti).

Ivan Lessa é o Mestre. E eu queria ser ele.
20:51:57 - Zeno - 6 comentários

07 Junho

tout les chose est le rithm

manda, bom feriado aê:
http://vimeo.com/36192498
23:14:01 - George Smiley - Comentar

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