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30 Junho

Guerra Mundial Z (World War Z, 2013)

Quem lê o blog há algum tempo sabe da nossa predileção pelo proletariado mundial das últimas cinco décadas, os zumbis. Não, infelizmente Guerra Mundial Z não vai entrar pra galeria das obras-primas do gênero, o que é uma pena, porque este é o primeiro filme de zumbi da história feito com grana a valer, e essa dinheirama toda aparece inteira na tela, com as seqüências lotadas de efeitos especiais de cair o queixo. Muita gente já escreveu sobre os problemas de produção (jogaram fora os 40 minutos finais e refizeram o fim do filme; trocaram de roteirista 4 vezes; o orçamento parrudo de 150 milhões de dólares estourou pra mais de 200), e é razoável supor que não veremos outro filme big budget com nossos simpáticos zumbis por um bom tempo.

Tá mais pra filme de tensão do que pra grand guignol - nem sangue tem, pra não comprometer a classificação da censura nos EUA, 13 anos, o tal Parental Guidance 13; a faixa seguinte já é a R, Restricted, que excluiria o público adolescente das salas e afundaria a bilheteria da bagaça. Filme de zumbi sem morto-vivo mastigando pedaços saborosos de seres humanos parece um desperdício, mas duas contribuições/novidades do filme em relação ao gênero nos parecem indiscutíveis: a velocidade alucinante dos infectados, esquema The Flash, ajudados pela montagem "headshot-vale-bônus", e a massa informe de zumbis se deslocando em obediência à mecânica dos fluidos, verdadeiros tsunamis de mortos-vivos inundando as ruas das grandes cidades como se fossem rios de insatisfação popular.

Pontos altos: as cenas iniciais em Filadélfia e a seqüência em Jerusalém. Ponto baixo: o tal final novo inventado de afogadilho, 20 ou 30 minutos completamente deslocados do restante do filme.

Conclusão mezzo distraída: é melhor que os governos mundo afora comecem realmente a enfrentar o problema da desigualdade de renda o quanto antes. Porque, camarada, quando as massas se enfurecerem pra valer, zumbi style, não vai sobrar nem "bosta pra fazer a autópsia", como dizia um amigo das antigas, de alma mais poética. Ou seja: los indignados chegaram. E eles têm fome.
12:04:48 - Zeno - 11 comentários

A Sapoti no Jardim da Luxúria

20130630-angelazeno.jpg

É quase inimaginável nos dias de hoje. A maior cantora do Brasil podia ser contratada por uma pequena rádio do interior do Ceará para dar um show em praça pública com ingressos grátis. Sem grana do governo, digo.

Era no começo dos anos 60, e Iguatu engalanou-se para receber Angela Maria, a "Sapoti", uma das maiores cantoras que esse país já ouviu, e que seria reverenciada logo depois por artistas como Elis Regina, Milton Nascimento e João Bosco.

A infra da cidade era precária. Hotel, não existia. A pensão de Dona Maria não tinha condições de abrigar uma estrela daquele porte. O jeito foi pedir emprestada a casa do Ciro, dono da maior indústria da cidade, que morava em Fortaleza, mas mantinha uma casa agradabilíssima dentro das instalações da Cidao, a empresa que extraía óleo de algodão e mamona.

Angela chegou de madrugada e foi direto pra casa do Ciro. Na manhã do dia seguinte, meu pai, o diretor da rádio, e o prefeito Juarez foram dar as boas vindas a ela. Foram advertidos de que ela estava no banho e que deveriam aguardar. Meia hora depois, sai a Angela, uma toalha enrolada na cabeça, mais outra cobrindo, com muita parcimônia, o resto do corpo, um metro e meio de pura gostosura.

Feitas as embaixadas de praxe, Angela é convidada a conhecer o pomar da casa, orgulho maior do dono. Entre pés de pau variados, cajazeiras, latadas de maracujás, goiabeiras e mangueiras, o destaque do pedaço: um glorioso sapotizeiro. Informada disso, a morena baixou a cabeça e, olhando por baixo dos cílios, soltou em voz rouca: "Vocês já me comeram muito, né?".

Rapaz, quarenta anos depois, os óinhos do meu pai ainda brilhavam quando ele lembrava da história. [Leia mais!]

27 Junho

A voz rouca (e suingada) das ruas

Foram as primeiras que me vieram à cabeça quando tentei lembrar de músicas que marcaram a presença de gente, muita gente, nas ruas, sem ser carnaval ou procissão religiosa. Fui no baú e catei as seguintes, sem ordem cronológica ou prioridade geográfica.
[Leia mais!]

26 Junho

Famiglia Trappo

Acho que me convenci a assinar TV a cabo lá por volta de 2005. Simplesmente, não rolava. Tinha muito DVD legal pra ver, pra que me aporrinhar com mais uma coisa?
Bacaninhas, o Seinfeld, Friends, outras comediotas ótimas, aí bati nos Sopranos. Primeira providência depois de assistir um episódio inteiro: desliga esse troço e vamos procurar os DVDs. Tenho todas as temporadas e revejo em bases regulares.
Antes que comecem a me atirar pedras: não é The Godfather, mas está ali, ó.
A trilha não era o Nino Rota, mas o Martin Bruestle tinha o emprego que o DJ que vos fala gostaria de ter.
Enfim, matem a saudade do Gandolfinho lá no Leia Mais.
Mas, antes, me digam uma coisa: se vocês vão amanhã na Praça Roosevelt e ficam meio inseguros, quem, do seriado, vocês levariam como segurança? Pode ser qualquer um, inclusive a Carm.
Respostas para nosso editor-em-chefe.
[Leia mais!]

Na pressão (apud Lenine, o nacional mesmo)


Nem precisei consultar o editor-em-chefe pra decidir: daqui pra frente o DJ que vos fala só trabalhará sob pressão.
Por exemplo, Jorjão e Guija se agarraram com o Henry 5 do Shakes pra medir o vento bravo. O velho cínico que habita minha edícula pensava: "E o Julio Cesar?".
Se alguém aí tiver paciência, pode ouvir trechos da peça, traduzida e gravada pelo Carlos Lacerda, em 1966.
Para entender o contexto do disco, seria bom dar uma passadinha pelo CPDOC da FGV (vocês vão precisar fazer um cadastro, mas vale a pena, vão por mim) e pesquisar o verbete do Corvo. Para ler a peça inteira, em inglês, o MIT oferece gratuitamente o catatau aqui. Se o inglês estiver muito pesado, o Spark Notes tem uma versão para o inglês moderno.

E para não dizer que não falei de flores ou do Henricão, uma versão de Full Fathom Five, com a Ute Lemper e a banda do Michael Nyman.

[Leia mais!]

"Vocês não sabem o que é um plebiscito?"

A essa altura gente mais qualificada que nós já deve ter lembrado do texto abaixo, mas #ficaadica mesmo assim - Arthur Azevedo mandando bala no Plebiscito:

______________________________________________________________________

A cena passa-se em 1890.

A família está toda reunida na sala de jantar.

O senhor Rodrigues palita os dentes, repimpado numa cadeira de balanço. Acabou de comer como um abade.

Dona Bernardina, sua esposa, está muito entretida a limpar a gaiola de um canário belga.

Os pequenos são dois, um menino e uma menina. Ela distrai-se a olhar para o canário. Ele, encostado à mesa, os pés cruzados, lê com muita atenção uma das nossas folhas diárias.

Silêncio

De repente, o menino levanta a cabeça e pergunta:

— Papai, que é plebiscito?

O senhor Rodrigues fecha os olhos imediatamente para fingir que dorme.

O pequeno insiste:

— Papai?

Pausa:

— Papai?

Dona Bernardina intervém:

— Ó seu Rodrigues, Manduca está lhe chamando. Não durma depois do jantar, que lhe faz mal.

O senhor Rodrigues não tem remédio senão abrir os olhos.

— Que é? que desejam vocês?

— Eu queria que papai me dissesse o que é plebiscito. [Leia mais!]
12:29:43 - Zeno - 2 comentários

25 Junho

Richard Matheson (1926-2013)

Putz, e morreu o Richard Matheson. Quem? Seus ingratos, cliquem na Wikipedia em inglês ou na versão pobinha em português, ou mesmo na lista do IMDB. No registro depoimento boboca, posso dizer que ele foi o cara que, ao lado do Harlan Ellison , moldou a maneira pela qual comecei a entender e gostar desse negócio esquisito chamado ficção científica, normalmente um gênero que sofre com a ruindade reinante de modo até mais acentuado do que outras searas da cultura pop, mas isso é assunto pra outra hora. O que dizer de um cara que esteve envolvido numa lista de filmes e seriados de TV que vai de "Incrível Homem que Encolheu" ou de "Mortos Que Matam"(que depois virou "A Última Esperança da Terra" e desembocou no "Eu Sou a Lenda"), passa por episódios do "Além da Imaginação/Twilight Zone" e do "Star Trek", e chega até o "Encurralado" do Spielberg?

Matheson era o cara. E a melhor homenagem é ir atrás dos filmes e das séries feitas a partir das suas histórias. O Sindicato Informal de Roteiristas Injustiçados pelo Sistema (SIRIS) agradece.
20:19:41 - Zeno - 2 comentários

Agora é pra valer!

Kichute na chuva, um clássico.

Finalmente foram concluídas as negociações dos direitos de imagem dos palestrantes. O pai do Neymar ajudou à beça. E se chover, fica todo mundo convocado pruma rodada de uísque grátis, paga pelos organizadores, no recém-inaugurado-depois-de-ter-sido-expulso-dali-mesmo Kilt, ao lado da praça. Isso sim é que é Sociedade de Cultura Artística.
19:51:52 - Zeno - 1 comentário

21 Junho

james gandolfini

o cara é craque.

pau que nasce torto num indireita

20 Junho

OST

Para quem vai pra Paulista e também para quem não vai.
Edu Lobo e Paulo Cesar Pinheiro profetizando o vento bravo.

"hoje, "molequ@s,

"o dia foi seus."

w.s., a respeito do henri 5º.

e o que é mais legal:
vcs sabem a idade de cada um, nessas hora de cada um deles?
não importa, mas não percam.

só sigam e avancem.

e deixem os demonios conosco.

19 Junho

a cidade é um quédis

falhando nilson:

parkour, um tipo de skate na mão.
ou como se vem falhando nilson há muito mais tempo e de jeitos que nem imaginam:



e mais atual no [Leia mais!]

18 Junho

questões fi-lo-porque- éticas xxxiiixxiii

descontentamento
ou
descontextuamento
?
(dedicado à b.gancia, nestinstante ex-barbarrogancia, e que vem se revelando.
grazie donna).

e ps2:
mandei isso e nem vi o que vinha abaixo no buteco, as coisa tem tudo a ver umas c/ as outras, mas mais pelos mood waters da moçada do que dos véio.
sacumé?

Um, cem, um milhão

Ontem, Pinheiros. Amanhã, o mundo.

(flagrante fotográfico da muvuca de ontem no Largo da Batata. Na foto, manifestante segura cartaz em apoio ao Movimento lançado pelo Hipopótamo Zeno dias atrás. Agradecemos comovidos. É só passar na Redação e cobrar a fatura).
17:34:19 - Zeno - Comentar

Foi adiado...

... o evento que noticiamos abaixo. Parece que a produção da Mostra Paralela de Arquitetura se recusou a pagar os direitos de imagem dos palestrantes. Negociações continuam. O pai do Neymar foi convocado para mediar a disputa.
17:25:57 - Zeno - Comentar

While London burns, Sammy and Rosie get laid

No meio de tanta coisa bacana que aconteceu ontem nesta cidade, neste país e até no Taiti, queria registrar ceninha rápida, já à noite, na cobertura televisiva, acho que na Band News, mas não tenho certeza porque o zapping estava frenético. A âncora do telejornal mostra cenas aéreas da Avenida Paulista lotada, gente chegando, gente saindo, e ela: "Nosso repórter Hugo está lá na região, ao vivo. Vai daí, Hugo!". Corta para uma avenida deserta, em descida, silêncio sólido, com off do Hugo: "Patrícia, estamos aqui na Brigadeiro e não tem ninguém!". Abro um sorriso de telespectador e fico imaginando o pobre Hugo, em plena síndrome Fabrizio Del Dongo, mas com um twist pilantrão-amoroso, que poderia ser um curta-metragem: nosso herói vai mandando boletins ao vivo, cada vez mais distantes, "Estamos agora no Parque da Aclimação e não há sinais dos manifestantes!". Mais uns minutos, cena noturna, deserta, um monumento iluminado, cricri dos grilos, e a voz em off, "Patrícia, aqui no Museu do Ipiranga podemos dizer que a situação é bem tranqüila.". E assim por diante. Tudo isso porque a namorada do Hugo mora no Sacomã e ele só estava tentando dar um jeito de chegar até ela em noite tão turbulenta. Não seria um curta legal?
11:51:37 - Zeno - 2 comentários

17 Junho

O papo intergeracional

Eu tem pra mim que o vídeo mencionado pelo Jorjão é o "It Might Get Loud", do Davis Guggenheim, lançado em 2009. Meu amigo polímata Dom Augusto havia me mandado um trechinho com o Page explicando Kashimir:



Se você toca guitarra e não sabe o que é uma afinação aberta (DADGAD), é um inferno tentar tocar isso. Perdi uns seis meses da minha adolescência tentando. E o malaco fazia ao vivo.



E ainda tem neguim dizendo que isso não é trabalho.

provocações abala

eu ia ficar quéto.
mas não, veio o editor e chamou a reportage na chincha.
viagem nas estrelas.
pra mim já é provocação.

então entro c/o que tenho, e boto minhas moenda na mesa:

'a todo volume'- "It Might Get Loud"/2008.

jimmy page, the edge, jack white, tocando e conversando junto sobre o tesão pela guitarra, pelo rock, e o blues fundo de tudo, pelo básico-fundamental-elementar da vida e dos ofíssil (atenção leitores: invenção própria do buteco, registered butt public).

e contando a parte deles dos 50's, 60's, 70's, 80's e 90's, sendo muleque, roqueiro, sério o qto dava, trampando paca pro que querem/iam, e não largando o osso, never, nem fudendo, nem por um caralho.
pq. é um de 70s, outro de 50s, outro ainda de 30s.
ingleiz, irlandeiz, e detroit (hojendia out-esteites, malagradescidos) e daí sabemos montes sobre as merda e as graças da existencia.

a fala mais comum, umas hora ali, era 'hard work': trabalho duro na direção do que se quer.
ninguém exatamente interessado em virar celebrity, o negóço era fazer o que gostava, e levar isso p/ qto mais gente pudessem, artistas.
e fazer cada vez melhor, cada vez mais direto, cada vez mais direito.

uma que disse um deles lá, 'que bom que ele botou o avisinho aqui (no quadro de avisos do corredor da escola), procurando um guitarrista, senão, imagina só, eu podia estar fazendo qqer coisa agora, seilá, podia ser um bancário...' - the edge, u2.

outra, 'como ele fazia isso, só c/ palmas e voz?', j. white, sobre um negão blueseiro véíissimo, tocado no fundo, enquanto ouvia e mostrava o elepê.

e o jimmy page, falando do saco cheio dele de ser músico de estúdio, e decidindo o dia de se mandar...

me pegol na veia, eu tamen fui/seria isso tudo, ardida e tranquilamente.

e ainda tem, pouco demais pro meu gosto, eles conversando na guitarra, e depois no violão.
muitomuito foda.

muito bom numas hora dessa, como as de agora, voltar ao véio rock.

via netflíquis, mas disponível nas boas causas do ramo.

16 Junho

O novo curso por correspondência do Instituto Universal Brasileiro

Amigo/irmão/caminhoneiro/protestante/revolucionário/palmeirense, o Hipopótamo Zeno GmbH fornece o bê-a-bá para se construir uma máscara anti-gás lacrimogêneo (e não lacrimogênio, como coleguinhas da grande imprensa andam escrevendo por aí) no link abaixo. Aí é só correr pra avenida, caprichar nos adereços e nos estandartes e rezar pra que a PM cumpra o que disse hoje.

Do-It-Yourself de uma máscara anti-gás.

(crdt: a revolucionária jm)
20:10:32 - Zeno - 4 comentários

Jornada nas Estrelas - Além da Escuridão (2013)

Podemos inventar nova categoria de apreciação estética das artes cinematográficas? Sim? Então vamulá: Star Trek - Into Darkness é o filme que mais me fez suar no cinema, em cinco décadas de peregrinação cinéfila. Literalmente saí da sala com a camisa empapada, com ar condicionado funcionando e tudo o mais. Cada uma das seqüências de ação, e são muitas, quase todas boas, muito boas ou simplesmente sensacionais, parece ter sido decupada e montada pra provocar o máximo de tensão, o máximo de desespero, o máximo de ficar na ponta da poltrona. Não me lembro de outra máquina de diversão tão azeitada assim, e esse é exatamente o ponto: é difícil julgar o troço, visto num IMAX 3D com som perfeito, com categorias estéticas tradicionais, um pouco a mesma sensação quando se falou do Avatar aqui no blog. Trocando em miúdos, a sinestesia pura está aquém das categorizações fornecidas pelos conceitos. Daria até pra fazer um reparo ou outro quanto à linguagem, excesso de close-ups, por exemplo, vício da origem televisiva do diretor e que já tinha transformado o Missão Impossível 3 num telefilme pesadão. Ou a droga do foco que oscila mais que direção de passeata em SP, mas talvez a culpa seja da câmera trambolho do Imax, porque o mesmo defeito dava pra ser visto no horroroso Batman 3 do Christopher Nolan.

Mas a sinestesia é só metade da história. A outra metade é o prazer de ver o filme na estréia, junto do público nerd, geek, trekker, o escambau, de todas as idades, incluindo umas quinze, vinte cabeças branquinhas, branquinhas, o que suscitou a seguinte pergunta de minha esposa Íris: "Quinem show do Black Sabbath?". Exatamente quinem. Durante as cenas, hum, emotivas, e de novo há várias, deitando e rolando na mitologia da série, dava pra ouvir em alto e líquido som o soluçar da platéia, incluindo este que vos fala, obrigando um monte de marmanjo, véio e novo, a enxugar os bacanudos óculos 3D do Imax. Ou outra diversão, que foi ouvir o cinema inteiro, em uníssono sussurrado, declamando as palavras imorredouras, míticas, "Space: the final frontier. These are the voyages of the starship Enterprise. Its five-year mission: to explore strange new worlds, to seek out new life and new civilizations, to boldly go where no man has gone before.", com a ligeira modificação, em tempos de correção política, para "where no one has gone before".

Enfim, e pra resumir: foi o máximo. Tem gente falando mal, tem gente com argumento boboca, tem gente falando bem. Mas vá, veja, de preferência no Imax, e dê seu palpite. E uma última provocacão: chupa, Star Wars!
19:57:05 - Zeno - 3 comentários

15 Junho

Jabá arquitetônico, não, peraí, jabá skatista, não, peraí, jabá filosófico, não, peraí

Sous les pavés, la plage.

(mais infos, neste link aqui. E com tanta gente boa pra discutir a Rua nos dias de hoje, os organizadores da Mostra Paralela de Arquitetura têm a desfaçatez de chamar uns desclassificados pra isso? Francamente... Pelo menos o patrocínio do evento é do nunca devidamente louvado Kichute. E a previsão do tempo para o dia 18/06 é "sujeito a tempestades" - nada mais revelador)
11:54:50 - Zeno - 2 comentários

14 Junho

Escrete para a Copa das Confederações

Desde ontem a coisa mudou de figura

(na foto, a linha de ataque do Hipopótamo Zeno Social Clube: Johnnie, Goethe, São Benedito e o Ativista Antes Conhecido Como Vinagre)
11:01:45 - Zeno - 1 comentário

gaytetive?!

isso mesmo.
coisa que a editoria adoraria, de porre, nas horas vagas.
mas vão falar mau:
beijos e tiros.

se já não por aí.
normal.

mas muitíssimo app.ropriado de se ver nesses tempos modernos.

mas putz, c/ robert downey jr. e val kilmer juntos, 2 canastras de 5ª?
só podia dar merda.
e da boa e divertidíssima.

principaumente pq faz uma, digamos, intervenção criativa e glmbthxkyz, na obra de: justo quem, queriidos?

chandler...

e lá se vai o véio baseando uma espéce de priscilla dos 21s, no asfalto e a bala, cheeeio de goshtosas morrendo q'nem moscas na mão de calhordas que acabam pagando por isso.
e sempre numa cagada dos plano, e d@s protagonista e vilães.

13 Junho

cego em tiroteio

a cada pileque semi-terminal, em tempos idos, cabei dando algo que me faltou duramente depois.
de amor, alegria, amizade, fúria, raiva, dei feliz e me arrependi depois, amargamente.
muitos mentes.
só não dei carro, grana, eu mesmo e a parceira da hora, nunca soube se por honra da firma ou pq. não prestavam pro serviço.

enfim, a última leva dessas euforia foi meus hammets quase todos.

porra, que hammet?
era um carinha legal, un puó amaro talvez, mas que escrevia direito, na mesma época daquele formidável chandler.
e que ninguém lê mais, uma pena. [Leia mais!]

12 Junho

sob protestos (e prepostos...)

no meio dumas paradas lá pelos 70/tantos, 80/ndas, estudantada na rua, 'trabalhador é companheiro ou não...' (ou um quetar dessa calibrage), paulada nas moleira (daí o bordão no humorismo tevezístico), eis que um mais cool manda, entre bordons e bordoadas:

'teletransporte grátis para todos já.'
(crdt. fm)

11 Junho

Jabá indeciso

Atenção para o horário da banda!

Olha, parece que o negócio é bom.

Olha, parece que o repertório da rapaziada do Bubalina, motivo do jabá , é "puxado pro funk/soul, com alguma coisa de rock e música brasileira, bem eclético."

Olha, se eu não tivesse filho pra criar e minha esposa Íris pra me vigiar, eu iria. Aliás, acho que consigo dibra os dois, como dizia o Rivellino, e dar as caras por lá.

Olha, e enfim, não há melhor maneira de passar este próximo sabadão.
19:53:15 - Zeno - Comentar

Há esperança para nós

Feio, OK. Errado, a ver.

(e a pergunta que não quer calar: qual é a raça do Alberto?)

(crdt foto: jm)
19:12:39 - Zeno - 1 comentário

O amor não respeita calendário

E por falar em Dia dos Namorados, segue diálogo ouvido ontem entre um amigo do blog e um membro da redação:

"— Sabe a minha nova namorada?

— Sei.

— Sabe o que ela me falou ontem?

— Não, não sei.

— Cara, ela é incrível. Propôs que a gente comemorasse o Dia dos Namorados na véspera, no dia 11, pra fugir da cafonice e dos restaurantes cheios do dia 12, sabe?

— Sei.

— Ou então que a gente fosse no dia 13, na quinta, depois do Dia dos Namorados, sacou? Não é demais?

— Ô."

(resgatando a antiga série aqui do blog, "E aí, falo eu ou fala você?")
17:24:18 - Zeno - 3 comentários

Desobediência Civil com Amor

E por falar no assunto abaixo, escrevemos no exato momento em que faltam alguns minutos para o início de mais uma Virada Cultural do Coletivo aqui na Avenida Paulista. Talvez tenha passado despercebido da grande audiência um pequeno trecho da matéria do Estadão de sábado passado, sobre a Virada Cultural de sexta, a que interrompeu trecho da Marginal Pinheiros (a mesma que vive interrompida nos outros dias do ano por excesso de veículos):

"Cerca de 30 estudantes que participavam do protesto entraram no Motel Astúrias, na esquina da Marginal dos Pinheiros com a Rua Paes Leme, para se proteger das bombas de gás lacrimogêneo e do spray de pimenta jogados pelos PMs. Os seguranças do motel ainda tentaram evitar que os manifestantes entrassem, mas foram atingidos pelo gás lacrimogêneo".

Segundo apurações conduzidas pelo blog, 17, dos 30, ainda não retornaram à sede do Movimento Passe Livre desde então. Cogita-se expulsão compulsória. Ou a mudança do nome para Movimento Pernoite Livre, com almoço executivo incluído na diária. Menos no Dia dos Namorados.
17:13:38 - Zeno - 3 comentários

Três em Um

Historicamente [legal, né?, começar um texto com 'historicamente'; vontade antiga aqui da Redação] os movimentos sociais têm seu sucesso toldado por diferenças internas quanto aos métodos de ação, às estratégias de futuro, às disputas por espaço, e assim por diante.

Até agora.

São Paulo, o Brasil e até mesmo, dizem, o mundo têm acompanhado o surgimento de novas forças de aglutinação de diferentes demandas que podem mudar esse panorama de séculos de desunião. Nós, do blog Hipopótamo Zeno, temos informantes em diversos deles, e, diferentemente da NSA, não ocultamos a identidade de ninguém, porque o destemor frente à represália separa homens de crianças. Na Marcha da Maconha, por exemplo, temos o Betão, morador do 42, que mantém seu próprio cultivo e já destruiu pés de soja da Monsanto em pelo menos três diferentes latitudes. No Movimento Passe Livre, duas sobrinhas e um primo que nos dão as notícias quentes da rapaziada do coletivo de graça. Na Marcha das Vadias, temos a Irina, russa legítima que veio ao Brasil num desses intercâmbios tipo Rotary, o saudoso Russian Brides Ponto Com Ponto Ru, e que acabou ficando por aqui. Todos são unânimes em relatar, off the record, que os três Movimentos estão realizando reuniões e estudos para uma possível unificação, que só se encontra até o momento emperrada por conta do nome inicial sugerido, que não agradou ninguém:

Movimento das(os) Vadias(os) Maconheiras(os) Sem Grana pro Busão, ou MVMSGB.

Mais novidades quanto ao sucesso das negociações a qualquer momento, em boletim extra.
17:11:17 - Zeno - 2 comentários

09 Junho

absolutely fabulous

ou dobrando o jueio prumas dama de prima:
dueña rita leena bo mbardica.
mulhers até dizer chega.

depois conto mais.
mas se adiantem, a respeito, num docu no netflix.

parada federal.

iscruzive, como eu gosto dela, como a rita lee é legal e linda, linda...

07 Junho

Perdão, perdão, perdão - Parte 2

Ninguém pediu, mas aí vai mais do mesmo:

Um site bacana, coisa de fã, sobre a vida e a obra do Raymond Chandler, com links batutas.

A notícia de que a casa do Chandler em La Jolla foi vendida em dezembro do ano passado, por 6 milhões de obamas, doze milhões de dilmas, com um andar superior inexistente no desenho original e que foi inventado pelo mais recente proprietário pré-venda.

E mais uma fã que entrou de penetra na casa enquanto estava à venda. E outro fã que fez peregrinação até lá.

E mais isso e aquilo sobre o endereço do nosso herói e patrono.
21:47:17 - Zeno - 2 comentários

Perdão, perdão, perdão

Com as desculpas de praxe, a gente sempre volta aos mesmos assuntos, mas você, caro leitor, viu primeiro aqui no blog ("Um profeta nunca é reconhecido... etc..."). O Daily Telegraph, jornal inglês que não pode, em sã consciência, ser acusado de germanófilo, mandou matéria lembrando de outras palavras alemãs que são muito maiores que as ridículas 63 letras de Rindfleischetikettierungsüberwachungsaufgabenübertragungsgesetz, citadas num post aí embaixo. Um exemplo corriqueiro é a Associação de Funcionários Subalternos do Escritório Central de Serviços Elétricos dos Barcos a Vapor do Rio Danúbio, ou, de forma sucinta, a boa e velha Donaudampfschifffahrtselektrizitätenhauptbetriebswerkbauunterbeamtengesellschaft.

Da matéria do Daily Telegraph, aliás, a melhor coisa é a frase do Mark Twain, que andou por Berlim no final do séc. XIX: "Algumas palavras alemãs são tão longas que têm até perspectiva". Mas há outras frases matadoras do Mark sobre a cidade e o idioma, que você pode clicar aqui.

Em resumo: leia no Zeno a reclamação que você vai ler na grande imprensa internacional amanhã.
21:19:40 - Zeno - 2 comentários

Dormonid escocês

"Dirigi de volta para Hollywood, comprei uma garrafa de meio litro de boa bebida, registrei-me no Plaza e sentei na beira da cama, olhando pros meus pés e bebericando o uísque da garrafa.
Como qualquer bêbado comum de quarto de hotel.
Quando já tinha bebido o bastante para deixar meu cérebro suficientemente embotado pra parar de pensar, despi-me, deitei-me e, depois de um tempo, mas não tão cedo como gostaria, adormeci."

["I drove back to Hollywood, bought a pint of good liquor, checked in at the Plaza, and sat on the side of the bed staring at my feet and lapping the whiskey out of the bottle.
Just like any common bedroom drunk.
When I had enough of it to make my brain fuzzy enough to stop thinking, I undressed and got into bed and after a while, but not soon enough, I went to sleep."]

(dica de Philip Marlowe para uma noite tranquila, em High Window/Janela para a Morte, de Raymond Chandler)
11:33:50 - Zeno - 1 comentário

06 Junho

Crê ou morre

"What a Wonderful World!"

O disco quase balançou as convicções atéias do nosso redator-chefe Pinto (atualmente em trabalhos de auditoria no Óbolo de São Pedro, especialidade desenvolvida por ele nas festas juninas de Brejo Santo).
O fato é que mesmo que você não acredite em Deus nem no Coisa Ruim, vai ficar com vontade de acreditar só pra cantar com mais fé as músicas da bolacha.

No RAR, está embalado o encarte, junto à música.
Aleluia, irmãos!
[Leia mais!]

04 Junho

A volta dos que não foram


Bem que eu tentei, mas não rolou. Quando soube que a Fôia iria lançar uma caixa do Tom Jobim com alguns dos seus principais discos, me lembrei imediatamente de um que, pelas minhas luzes, até hoje não foi lançado em CD. A trilha sonora do The Adventurers andou passeando aqui pelo Zeno quase oito anos atrás. Só quatro faixas, que naquele tempo a gente era muito tímido com essas coisas.
Bem, a caixa saiu, o disco continua inédito. Menos pros leitores do HZ, claro.

[Leia mais!]
15:36:40 - DJ Mandacaru - Comentar

03 Junho

Afrouxam as leis sanitárias na Alemanha

Não é que queiramos nos gambar, longe disso, mas o blog sempre manteve boas relações com a língua alemã desde seus primeiros anos, bastando mencionar que a conta corrente empresarial criada no início para o recebimento de propinas, também conhecida como Conjunto Vazio, ostenta até hoje o nome Hipopótamo Zeno GmbH (Gemeinschaft mit beschränkter Haftung, ou a boa e velha Ltda).

É exatamente por isso que lemos hoje, com certo espanto, notas publicadas em jornais e redes sociais sobre a extinção/interdição da "mais longa palavra em língua alemã", com 63 letras, promovida por uma assembléia de deputados estaduais de Mecklenburg/Vorpommern:

Rindfleischetikettierungsüberwachungsaufgabenübertragungsgesetz, ou a boa e velha Lei De Transferência de Tarefas de Supervisão de Rotulagem/Etiquetagem da Carne de Boi.

Como assim, a mais longa? Somente aqui na redação, entre um café e um uísque nesta tarde friorenta de segunda-feira, conseguimos lembrar/criar 4 ou 5 palavras muito maiores que a citada. Até requentamos, tempos atrás, um Lixo de Internet que circulou em meados dos anos 90, clicável aqui.

Em resumo: não são as palavras alemãs que são longas. O seu fôlego é que é curto.
18:19:25 - Zeno - Comentar

Mantras do Século XXI

Escolha o seu:

"Exerço a paciência em doses generosas ao...

a) ... ler o livro X".
b) ... ver o filme Y".
c) ... entrar na rede social F".

Complete a gosto d), e), f) etc.
08:54:51 - Zeno - 1 comentário

02 Junho

"Stand Up Guys"

e fodase os críptico.
e amigo é pressas coisa.
e until o the end.
e viva o alan arkin.

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