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A hora do DJ Mandacaru

Velharias musicais sempre fresquinhas.


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30 Junho

A Sapoti no Jardim da Luxúria

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É quase inimaginável nos dias de hoje. A maior cantora do Brasil podia ser contratada por uma pequena rádio do interior do Ceará para dar um show em praça pública com ingressos grátis. Sem grana do governo, digo.

Era no começo dos anos 60, e Iguatu engalanou-se para receber Angela Maria, a "Sapoti", uma das maiores cantoras que esse país já ouviu, e que seria reverenciada logo depois por artistas como Elis Regina, Milton Nascimento e João Bosco.

A infra da cidade era precária. Hotel, não existia. A pensão de Dona Maria não tinha condições de abrigar uma estrela daquele porte. O jeito foi pedir emprestada a casa do Ciro, dono da maior indústria da cidade, que morava em Fortaleza, mas mantinha uma casa agradabilíssima dentro das instalações da Cidao, a empresa que extraía óleo de algodão e mamona.

Angela chegou de madrugada e foi direto pra casa do Ciro. Na manhã do dia seguinte, meu pai, o diretor da rádio, e o prefeito Juarez foram dar as boas vindas a ela. Foram advertidos de que ela estava no banho e que deveriam aguardar. Meia hora depois, sai a Angela, uma toalha enrolada na cabeça, mais outra cobrindo, com muita parcimônia, o resto do corpo, um metro e meio de pura gostosura.

Feitas as embaixadas de praxe, Angela é convidada a conhecer o pomar da casa, orgulho maior do dono. Entre pés de pau variados, cajazeiras, latadas de maracujás, goiabeiras e mangueiras, o destaque do pedaço: um glorioso sapotizeiro. Informada disso, a morena baixou a cabeça e, olhando por baixo dos cílios, soltou em voz rouca: "Vocês já me comeram muito, né?".

Rapaz, quarenta anos depois, os óinhos do meu pai ainda brilhavam quando ele lembrava da história. [Leia mais!]

27 Junho

A voz rouca (e suingada) das ruas

Foram as primeiras que me vieram à cabeça quando tentei lembrar de músicas que marcaram a presença de gente, muita gente, nas ruas, sem ser carnaval ou procissão religiosa. Fui no baú e catei as seguintes, sem ordem cronológica ou prioridade geográfica.
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26 Junho

Famiglia Trappo

Acho que me convenci a assinar TV a cabo lá por volta de 2005. Simplesmente, não rolava. Tinha muito DVD legal pra ver, pra que me aporrinhar com mais uma coisa?
Bacaninhas, o Seinfeld, Friends, outras comediotas ótimas, aí bati nos Sopranos. Primeira providência depois de assistir um episódio inteiro: desliga esse troço e vamos procurar os DVDs. Tenho todas as temporadas e revejo em bases regulares.
Antes que comecem a me atirar pedras: não é The Godfather, mas está ali, ó.
A trilha não era o Nino Rota, mas o Martin Bruestle tinha o emprego que o DJ que vos fala gostaria de ter.
Enfim, matem a saudade do Gandolfinho lá no Leia Mais.
Mas, antes, me digam uma coisa: se vocês vão amanhã na Praça Roosevelt e ficam meio inseguros, quem, do seriado, vocês levariam como segurança? Pode ser qualquer um, inclusive a Carm.
Respostas para nosso editor-em-chefe.
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Na pressão (apud Lenine, o nacional mesmo)


Nem precisei consultar o editor-em-chefe pra decidir: daqui pra frente o DJ que vos fala só trabalhará sob pressão.
Por exemplo, Jorjão e Guija se agarraram com o Henry 5 do Shakes pra medir o vento bravo. O velho cínico que habita minha edícula pensava: "E o Julio Cesar?".
Se alguém aí tiver paciência, pode ouvir trechos da peça, traduzida e gravada pelo Carlos Lacerda, em 1966.
Para entender o contexto do disco, seria bom dar uma passadinha pelo CPDOC da FGV (vocês vão precisar fazer um cadastro, mas vale a pena, vão por mim) e pesquisar o verbete do Corvo. Para ler a peça inteira, em inglês, o MIT oferece gratuitamente o catatau aqui. Se o inglês estiver muito pesado, o Spark Notes tem uma versão para o inglês moderno.

E para não dizer que não falei de flores ou do Henricão, uma versão de Full Fathom Five, com a Ute Lemper e a banda do Michael Nyman.

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20 Junho

OST

Para quem vai pra Paulista e também para quem não vai.
Edu Lobo e Paulo Cesar Pinheiro profetizando o vento bravo.

17 Junho

O papo intergeracional

Eu tem pra mim que o vídeo mencionado pelo Jorjão é o "It Might Get Loud", do Davis Guggenheim, lançado em 2009. Meu amigo polímata Dom Augusto havia me mandado um trechinho com o Page explicando Kashimir:



Se você toca guitarra e não sabe o que é uma afinação aberta (DADGAD), é um inferno tentar tocar isso. Perdi uns seis meses da minha adolescência tentando. E o malaco fazia ao vivo.



E ainda tem neguim dizendo que isso não é trabalho.

06 Junho

Crê ou morre

"What a Wonderful World!"

O disco quase balançou as convicções atéias do nosso redator-chefe Pinto (atualmente em trabalhos de auditoria no Óbolo de São Pedro, especialidade desenvolvida por ele nas festas juninas de Brejo Santo).
O fato é que mesmo que você não acredite em Deus nem no Coisa Ruim, vai ficar com vontade de acreditar só pra cantar com mais fé as músicas da bolacha.

No RAR, está embalado o encarte, junto à música.
Aleluia, irmãos!
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04 Junho

A volta dos que não foram


Bem que eu tentei, mas não rolou. Quando soube que a Fôia iria lançar uma caixa do Tom Jobim com alguns dos seus principais discos, me lembrei imediatamente de um que, pelas minhas luzes, até hoje não foi lançado em CD. A trilha sonora do The Adventurers andou passeando aqui pelo Zeno quase oito anos atrás. Só quatro faixas, que naquele tempo a gente era muito tímido com essas coisas.
Bem, a caixa saiu, o disco continua inédito. Menos pros leitores do HZ, claro.

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15:36:40 - DJ Mandacaru - Comentar

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