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A hora do DJ Mandacaru

Velharias musicais sempre fresquinhas.


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08 Setembro

Guia HZ

Se alguém ainda estiver na área, ainda dá tempo - amigo meu acabou de comprar.
Hamilton de Holanda - pro meu gosto, o maior bandolinista hoje do Brasil - com Richard Galliano, Stefano Bollani e Omar Sosa tocando Pixinguinha no Teatro Alpha, São Paulo, às 20:hs

Na minha cabeça, a palavra imperdível foi criada para esses casos.
13:38:13 - DJ Mandacaru - Comentar

05 Setembro

Melhoridade, o cacete


"È dos carecas que elas gostam mais"

Nem era pra ter nada, não. Corria o glorioso ano de 1986, meu aniversário seria comemorado no fim de semana, era apenas uma segundona, eu já estava de pijama quando um casal amigo ligou. Não, não dava pra passar em branco, a gente tinha que tomar nem que fosse só uma, o Vou Vivendo estaria tranquilo, meia-noite no máximo a gente iria embora.
Olhem, o Vou Vivendo foi o melhor boteco com música ao vivo que eu já frequentei. Ficava na Pedroso de Moraes, tinha dois andares: no de baixo só os manguaceiros; no de cima, rolava o que tinha de melhor em matéria de música. Só pra vocês terem uma idéia (se tiverem duas, mudem de blog), os músicos da casa eram Laercio de Freitas (piano), Heraldo do Monte (guitarra), Arismar do Espírito Santo (qualquer instrumento, baixo, piano, bateria, violão, podem enfileirar). Na retaguarda, o Calixto, cearense de São Benedito, até hoje chefe dos garçons do Genésio. Cuidou da gente, cuidou dos nossos filhos quando eles já tinham idade de ir pra bar, e, pelo jeito, vai cuidar dos nossos netos.
Pertinho da hora de ir embora, o Tio Laercio avisou: o Hermeto estava vindo com o pesoal da The Hendricks Family, a apresentação deles já havia terminado num daqueles festivais de jazz. Custava nada esperar mais um pouquinho.
Bom, o Hermeto chegou com uma das cantoras, tomou uma e já subiu no palco, onde já estavam o Tio (velho amigo dele), o Heraldo (com quem ele já tinha tocado no nunca assaz louvado Quarteto Novo), mais nem lembro quem. Rapaz, a mocinha - profissional americana, vocês sabem como é - quase amarelou. Quando a esculhambação musical começou, ela arregalava os olhos, virava a cabeça prum lado e pro outro procurando um norte, desistiu depois de duas músicas. E os garotos se divertindo no palco, e nós na platéia.
Foi aí que o Tio arregaçou. "Temos aqui no bar, hoje, meu amigo Sérgio, que está aniversariando. Gostaria de convidá-lo pra tocar com a gente".
PENSE NO PÂNICO! (Desculpem, leitores, o ponto de exclamação e as maiúsculas: eles não dão conta nem de milésimos do cagaço que senti). E a malta, incluindo minha mulher e o casal amigo, ajudando a açular. Depois de cinco minutos de negaceios, concordei, com uma condição: "Só se for pra tocar um bolero". Com aquela turma...
Nem vocês, que já implantaram mamárias e safenas, que passaram por cesarianas, que anualmente vão ao proctologista, podem imaginar. Num fiapo de voz, avisei: Tu Me Acostumbrastes.
E me arrastei, penosamente, até o final. Como todos os shows no Vou Vivendo, esse também foi gravado. Até hoje procuro a fita. Mesmo porque ainda faço um certo sucesso em rodinhas de amadores quando comento casualmente que já toquei com o Hermeto. Sempre alguém me pergunta, gravou?

E o lero-lero todo tem motivo. [Leia mais!]

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