:: home :: posts passados :: etilíricas :: je me souviens :: microcontos ::


Todos

Todos os posts do mês. Para selecionar uma seção, clique no menu ao lado.


.:: mês anterior :: :: :: :: December 2013 :: :: :: :: próximo mês ::.

29 Dezembro

que missa do galo oquê

melhor a catedral inteira.

21:18:21 - George Smiley - Comentar

panos pra mangás

na loja de tecido:
moço, vcs tem mussoline aqui?
ao que o vendedor:
senhora, aqui não somos fascistas.

27 Dezembro

Atenção: o post abaixo é patrocinado

Oi, meu nome é Zeno e eu queria fazer um depoimento: adorei essa história de postar uma única música, que é o que vou fazer novamente aqui.

Oi, meu nome é Zeno 2 e eu queria fazer outro depoimento: faz uns meses que as pessoas que convivem comigo sabem dessa minha nova obsessão e têm a maior paciência com ela: a melhor coisa que vi este ano, neste ingrato terreno cinéfilo de filmes ruins e gordurosos, foram os poucos segundos de um comercial do Bradesco Seguros (!?!), em que um cachorro-caído-de-mudança (quem lembra do ditado "Mais perdido que cachorro caído em mudança" levante a mão) zanza pela casa nova, cheia de funcionários da empresa de mudança, em meio a objetos e situações desconhecidas, um ser-aí-jogado-no-mundo heideggeriano em busca de um Sentido. Uma voz em off, no comercial, vai nos dando a vida interior do cachorro, suas constatações, suas dúvidas, etc, até que surge a fórmula mágica: "Cadê minha casinha? Cadê minha bolinha? Cadê meu ossinho?". Depois ele reencontra a família e temos o final feliz de praxe. Mas essa fórmula acima virou bordão aqui em casa, um tremendo substituto do já gasto "mimimi": cada vez que meu filho, por exemplo, começa a reclamar de alguma coisa, é brindado com as frases iniciais, "cadê minha casinha? etc", e a discussão se desfaz em risos. De quebra, o tal cachorro deveria ganhar o prêmio de Melhor Interpretação Dramática do Ano, pela seguinte cena: ele está zanzando, pára em busca de proteção, toma vários encontrões dos funcionários, esconde-se embaixo de uma mesa, mas a mesa é retirada logo em seguida. Pois bem, aqueles centésimos de segundo em que a mesa é retirada e ele se abaixa alguns centímetros, assustado, foram o maior Momento de Verdade que vi este ano.

Oi, meu nome é Zeno 3 e queria fazer um último depoimento: anos atrás uma alma caridosa me brindou com a discografia do White Stripes, mas, sujeito indisciplinado que sou, nunca ouvi o troço direito, vou pinçando uma música aqui, outra acolá, passo uns meses obcecado com uma, a ponto de decorar a letra (The Denial Twist), esqueço outras no caminho. Até ontem. Ontem, o glorioso Jack White me mostrou, em termos musicais, o que é essa sensação vivida pelo cachorro acima e por tanta gente que conheço. Eu, inclusive. A música chama-se "Little Room", tá no disco White Blood Cells, de 2001, e você pode baixá-la aqui. A letra, tão simples que mereceria vencer, junto com o comercial, algum Prêmio de Parcimônia Artística a ser inventado, pode ser conferida no Leia Mais abaixo.

E um Feliz Ano Novo pra todos nós, em quartos grandes ou pequenos. [Leia mais!]
12:31:35 - Zeno - Comentar

caosontos de natal

ultimamente nos temos visto a nos obrigar a vir a convencionar...
(juridiquez é pura treta, o caraio...).

o causo é que o deus, lá na sua cobertura,
que deus só moram em cobertura (e são sempre um só, já reparo?),

deve de olhar as mulheres sendo e dar risada.
(pq deus é paulista, claro, e paulista só dá risada, nunca que ri junto, simplesmente):

enfim, ele lá deve olhar elas sendo, e pensar:
- isso EU nunca vi, ou, - qui caramba, 'isso' EU nunca ia ser capaz de pensar...

e daí, lá no final da garrafa dEle (...), e churchil como um nobre inglez,
considerar:
mas que diabos, hein, num fosse esses mizerávi desses puera desses terrestre,
eu nunca que ia existir e tar aqui me divertindo tanto...
01:40:50 - George Smiley - Comentar

26 Dezembro

tudo a seu tempo

sim, 2013 ainda vige, santa, esse safado, mas sempre operaremos aqui p/ terminar os anos antes que elas (oops) acabem c/ a gente.
e que o que vem permita que se continue o baile que nos damos continuamente, uns aos outros, como aqui:

Ressaca pós-natalina

Dando continuidade ao seLviço de quebra-galho do nosso DJ Mandaca, oferecemos ao distinto público, desta vez, uma única e mísera faixa. O assunto ainda é o mesmo de Um Corpo Que Cai - ó, surpresa -, e pra que fique claro: o que acontece quando os deuses dão a você o presente maior e tiram depois? O Tim Maia, grande hitchcockiano, sabia das coisas já no longínquo ano de 1972: a cada vez que ele repete, obsessivo, "I wonder why she left me", você e toda a audiência não-divina junta-se ao coro e pergunta com seus botões, "É mesmo! Como assim? Por que?!".

Perguntem ao James Stewart. Ou baixem aqui a música do Tim.
12:37:33 - Zeno - Comentar

22 Dezembro

reginaldo rossi

é nosso deusvis.
e o presleyamos
e-terna-mente.
00:05:53 - George Smiley - Comentar

20 Dezembro

Um Corpo Que Cai (Vertigo, 1958)

Você quer mesmo ter uma segunda chance na vida?

Como prometido ao nosso DJ, segue a trilha do filme, na edição de 1996. Divirtam-se. Não, peraí - assombrem-se. Perturbem-se? Sofram? Regojizem-se e depois se desesperem?

(nos comentários do post sobre o filme, tem mais pitado solto rolando por lá)
10:46:41 - Zeno - 2 comentários

18 Dezembro

Um Corpo Que Cai (Vertigo, 1958)

Não somos loucos de escrever um texto sobre um filme que já foi virado do avesso de tudo quanto é jeito possí­vel (menos de um especí­fico jeito, ahã, filosófico, mas esse palpite é tão bom que vamos guardar prum texto acadêmico a não ser escrito em futuro incerto). Pra quem não viu a pesquisa, o filme foi eleito ano passado o mais importante da história do cinema no ranking confiabilíssimo do British Film Institute em parceria com a revista Sight and Sound (naquela votação que acontece de dez em dez anos e que tem, a seu favor, a qualidade e a quantidade da amostragem dos consultados). Por que o filme aparece, então, aqui no Hipopótamo? Porque está sendo exibido em tela grande em algumas cidades do país e isso merece registro mais detido. Vamulá:

..a cópia exibida é digital, com padrão de qualidade blu-ray. "É melhor então assistir em casa?". Não, caro leitor, a não ser que você tenha uma tela de nãoseiquantosmetros na sala.

..o operador da projeção na sala do Shopping da Pompéia, em SP, deve ter se atrapalhado com os botões do controle remoto, porque a versão estava com legendas em português de Portugal. Funcionou como um layer a mais, sem dúvida. Sem falar no fato de que descobrimos como o filme se chama lá na Terrinha: "A mulher que viveu duas vezes", mais um item na imorredoura galeria dos tí­tulos de filme que entregam o plot, como o igualmente português "O filho que era a mãe" pro "Psicose" - mas esse é piada, porque o filme em Portugal se chama "Psico".

..havia 15 almas abnegadas na única sessão do dia, na sala 3 que comporta 198 comedores de pipoca, o que significa: corra, Lola, porque vai sair de cartaz antes que você seja capaz de dizer San Juan Bautista, o vilarejo que serviu de locação pra seqüência da torre.

..o que mais chamou a atenção graças à tela grande:

a) a paleta de cores deslumbrante, desde os menores objetos - almofadas verdes do apartamento de Scottie, por exemplo - até o vermelhão da Golden Gate na cena do mergulho (e pra quem gosta de análise conteudística de filmes, tem até maluco que fez associação entre cores e temas ao longo das diferentes cenas).

b) a trilha do Bernard Herrmann, que definitivamente carrega o filme nas costas nos momentos de suspense, muito mais do que quando se vê o filme na TV de casa. Aliás, ela não carrega o suspense - ela é o suspense. Veja-se, por exemplo, o uso dosado dela nas cenas em que Scottie vigia os passeios de Madeleine: os acordes surgem nas externas (museu, cemitério, etc) e desaparecem quando ele está dentro do carro, com a cidade em back projection. Outra coisa: as citações wagnerianas de Tristão e Isolda na trilha ajudam a dar densidade ao amor impossí­vel dos dois, com aquele palpite inconsciente que fica no fundo da cabeça do espectador, "hum, esse negócio não vai acabar bem".

c) o desempenho do James Stewart - os metros a mais de tela nos dão a certeza de acompanhar a paixão e a perversão corporificadas em um rosto, em gestos, em olhares, no tom de voz, enfim, naquilo que faz um ator ser genial.

..já perdemos a conta de quantas vezes vimos o filme, mas em todas elas a sensação sempre volta: o acerto de se antecipar a "revelação", o twist da trama, que acontece com 1h19min de filme, permitindo que o restante, quase 50 min, se ocupe do que realmente interessa, a montagem progressiva da obsessão que parte de uma espécie de zero psí­quico, isto é, da catatonia literal em que Scottie se encontra depois de perder seu grande amor, e que vai puxando fios e ecos de tudo quanto é referência que se possa imaginar, um leque que cobre Pigmaleão e Galatea, Orfeu e Eurídice, Proust, etc, sem esquecer da necrofilia e da suprema crueldade dos deuses que é dar de volta ao herói a amada morta para matá-la uma segunda vez. Que tudo isso, de quebra, termine com um dos planos finais mais arrepiantes da história do cinema, é só mais um tira-chapéu ao Velho Hitch.

..se a segunda parte se ocupa da obsessão, a primeira é a montagem da paixão, e de novo é preciso que o chapéu seja levantado: poucas vezes no cinema o recurso conhecido do "fazer a personagem masculina se apaixonar pela mulher misteriosa/Bonitona com Amnésia (copyright Tom Gauld; é a nova encarnação da nossa boa e velha Garota Tipinho Problemática) foi tão bem feito como aqui. Basta comparar as falas e atitudes de Madeleine com as de Judy, e que seja a mesma atriz a fazer as duas é novamente crueldade bem pensada: a primeira, lacônica, vaga, fugidia, "oh, onde estou?"; a segunda, bola pra frente, veio dos cafundós do Kansas, "ai que vontade de comer um bife!". Em qual cumbuca o pobre Scottie e quase a totalidade da minha agenda de telefones de amigos quer botar a mão?

..um último elogio a se ver o filme em tela grande: quando é que você vai ter outra chance de ver o suéter verde da Kim Novak estampado em generosos metros quadrados, em vez dos centímetros acanhados da sua TV? Se o cinema, já disse um sujeito muito mais esperto do que nós, "é a arte de mostrar mulheres bonitas fazendo coisas", não conhecemos exemplo melhor do que a Kim Novak zanzando pra lá e pra cá com aquele suéter.

..brinde final, pra quem teve pachorra de ler até aqui: amanhã postaremos a trilha do filme, na edição de 1996 do selo Varese Sarabande, dando prosseguimento ao pagamento de promessa feito ao nosso sabático DJ Mandacaru.
17:55:58 - Zeno - 4 comentários

08 Dezembro

docontra

nossa maior vingança, embelezálo.
nossa maior malandragem, educálos.
nossa única herança, quanto mais corretos
nas quebradas do mundo e da vida
menos pior pra nós.

07 Dezembro

Mulheres usam nudez para estimular reflexão

e nós somos uns imbecis analfilósofos...
e a recíproca é verdadeira.
e o escambau a 4.
e é melhor parar poraqui.

mas é a manchete do ano essa.
01:54:57 - George Smiley - Comentar

eferimentérides

lama
segue
c'est la vie:

00:40:30 - George Smiley - Comentar

06 Dezembro

um vovô profissa

aproveitem, entre uma blatterada e outra, e conheçam o mandelão, de fato:
o cara era profissa, aqui no dcm.
17:10:01 - George Smiley - Comentar

Die Mauer im Kopf

A essa altura até o Facebook mais próximo da sua casa vai estar comentando, mas a matéria é tão boa que vale o link: texto do Guardian, com direito a animação e foto de satélite, sobre lugares em volta do globo que ostentam muros com as mais diferentes finalidades e um ponto em comum: em nenhum deles dá pra pegar um giz, riscar uma trave e brincar de chute a gol, que era o que a gente fazia com os muros da minha vizinhança quando eu era garoto e o Mandela ainda estava preso. De lá pra cá o mundo melhorou por causa dele, piorou por causa de todo o resto e Alphaville, ah, Alphaville, continua sendo, mais que um condomínio, um estado de espírito.
07:59:30 - Zeno - 1 comentário

05 Dezembro

mandela:

um pequena dimensão do homem, aqui.
sigam os comentários, vejam os linques.

04 Dezembro

O Céu, mais perto

Nosso DJ Mandacaru, apesar de espada, disse que entrará em período sabático, folga sabática, vagabundagem não-remunerada, ou coisa parecida, e me pediu pra assumir as pickup's do Zeno em sua ausência-que-preenche-lacuna.

Já disse em mais de uma ocasião que a música que toca nos Céus é uma big band mandando ver acordes em uníssono, e por esta razão o pontapé musical desta semana vai de Harry James, a minha orquestra favorita, a que mais perto chegou do nirvana (o estado, não a banda), a que triscou as Alturas a cada vez que suingava chacoalhando o pó de talco das pistas - numa homenagem precoce à Família Perrela, sabidamente fã de big bands nos bailes de BH.

O link do rapidshare é esse aqui, ó. O disco é uma coletânea da Verve, e pros que torcem o nariz pra coletâneas segue um textim no Leia Mais, de um tal Dick Bobnick, explicando a bagaça. [Leia mais!]
09:53:49 - Zeno - 2 comentários

.:: mês anterior :: :: :: :: December 2013 :: :: :: :: próximo mês ::.