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29 Março

emerson, lake & palmer

manda, cabei de reencontrar os elp.
botei prasplodir nas haghlands.
sábadão, fds.

moleques:
pra quem teve que crescer debaixo daqula merda que aprontaram em 64, emplenos 70s, os cara foram um adubo.
e então crescemos qnem líquem.
aquilo era uns paralelepípedos pela testa, e o pior, adentro.
daí o the wall, e os elp todos, santana, zappa, de então.
contracultura não era pra moleques, nessa.

e nos tocamos, ainda, nessas teclas, como se.
assim, femininamente, entendemm?
21:42:33 - George Smiley - Comentar

diálogos highlandinsânicos 2, a deriva

- eu soube mais coisas dela ouvindo vcs duas conversando agora do que desde dezembro até hoje...
- vc não faz as perguntas certas.
00:29:00 - George Smiley - Comentar

28 Março

batata

me deu 'crianção'...
21:42:52 - George Smiley - Comentar

diálogos highlandinsânicos

no restaurante à quilo.

o caixa, dono, filosófico, casal pagando:
sabe aquele vício dos 70s, matava todo mundo...?

ah, o cigarro... responde outro, sentado, feliz por vivos.

pois é, sabe isso? um celular.
o que acaba o mundo agora.

e vira o então, sentado, jornal na mão:
olha isso, esse p. foi pego cum 2 pedrão de craque.
e a esposinha, atenta:
nossa, é algum conhecido...?
00:34:29 - George Smiley - Comentar

20 Março

o que é um bellini, ou como se faz o que chamam de 'deuses'

"Bellini conta que o gesto que acabou imortalizado em uma estátua de tamanho real na entrada do Maracanã e passou a ser imitado por todos os capitães do mundo nasceu por acaso. Na verdade, o eterno capitão ficou preocupado com os fotógrafos, que queriam a todo custo registrar o primeiro título mundial brasileiro."Não pensei em erguer a taça, na verdade não sabia o que fazer com ela quando a recebi do Rei Gustavo, da Suécia. Na cerimônia de entrega da Jules Rimet, a confusão era grande, havia muitos fotógrafos procurando uma melhor posição. Foi então que alguns deles, os mais baixinhos, começaram a gritar: "Bellini, levanta a taça, levanta Bellini!", já que não estavam conseguindo fotografar. Foi quando eu a ergui", contou Bellini, rindo ao se recordar do histórico momento."

esse texto é mt. bom.
um verdadeiro vt, esclarece ele em cada ramo de grama desse mundo. [Leia mais!]
22:55:59 - George Smiley - Comentar

15 Março

a vida é mêsmo assim

pois bem,
vínhamos navegando honestamentes por essa torrente marciana de apelos que é a rede mundial.

e demos c/ isso:

eu não sou cachorro não

então nos respondam. pelamor dos meus filhinhos:

para quê esse #$@%$¨¨&&* pézinho levantado?
03:25:46 - George Smiley - Comentar

'otis redding' uma vida

eu me lembro qdo um amigo me apresentou o som do otis redding.
minha cabeça explodiu.
tudo que eu sabia de música virou no mais completo avesso.
inda mais a blécmiúsik, mas nem por um caralho que não só.

foi um perfeito desastre.
o que era pra ser uma simples tarde c/(mais um) um simples beise, virou uma hecatombe poético-existencial.

enfim, trapaiou tudo, rock, pretos, blues, jazz (que eu vinha quase-entendendo), o movimento negro, o eu tenho um sonho do sir king, todo o movimeto beat, enfim, fodeo.

tudo.

aquilo era muito mais energia do que eu jamais atingiria.
e me pegou por isso:
quecaralhoessepretofilhadaputapensaquetem, porra?

tentei dançar, ainda.
morri no terceiro refrão.

qdo ele explodiu (morrer é pra mortais) foi uma dor quase alívio:
enquanto esse homem existir, não tem prá ninguém, ai meus pobres cadarços mal-amarrados...

[Leia mais!]

este gnu está p/ ser comido por um jacaré

cruzes...

20140315-hippo-saves-gnu-crocodile-0.jpg

mas que nada.
02:16:43 - George Smiley - Comentar

diálogos locais

casal felizinho, de noite na cama.
e ela:
- nossa, mas que legal, né?
- foi, foi uma conquista mesmo.
- mas praquê usa tanta preposição?
- ...
01:14:04 - George Smiley - Comentar

08 Março

shall we dance?

cabei de ver de novo o dito.
o original, desde 98, o japonez.

(pq teve um troço merigano despues)

agora c/ fontes das mais fidedignas.
e, pqp, que filme legal.

e que hora legal, então (é, os caras tavam começando a se quebrar, do sonho neolibê, td lá indo pro quiabo, a começar das relações) de fazer um filme desse.
além de belo, esse filme salvou 1ns milhão de casamento no jp de então.

só pelo bailar no fio da navalha entre tezão e amor.
e só, e só mesmo, por causa das mulheres.

continuava uma caretice fantasmando um monte de moleques, de várias idades, que nada tinham a ver c/ a m. daquela deseconomia existencial dos véio de então e de sempre.

(então, então, então, quanto então)

são essas as grande beleza: os cara, lá do japão, comendo o cinema italiano sobre o amor.

e sempre a respeito das mulheres, jamais fora disso.

viram o baile, do e'scola, e ficaram putos: qui caralho, cumé qui ainda num fizemo um traço desse aqui?

e deu nisso, um puro amor.
pelo fio das vossas navalhas verticais.
e faz quase 20 anos.
ai que delícia.

inda mais pq ainda permanece a pergunta do filme:
vc frequenta aqui por prazer ou por prática, bem...?
04:05:05 - George Smiley - Comentar

06 Março

A Criméia é um estado de espírito

Somos velhos o suficiente para lembrar que na longínquas aulas de história do ginásio a gente estudava a Guerra da Criméia, no mais longínquo ainda século XIX. Mas a velhice traz esquecimento: o filmaço do Michael "Casablanca" Curtiz com o Errol Flynn, "A Carga da Brigada Ligeira", de 1936, se passa na Criméia! Aliás, só se passa na Criméia porque justamente retrata a tal Carga, tida como uma das maiores burradas já cometidas por um exército (o inglês, no caso) num campo de batalha. Aliás 2, ler os verbetes a respeito abre uma porteira de nomes e lugares que atropelam a memória: a balaclava, meu deus, a balaclava, usada até hoje nas pistas de kart e no quebra-quebra dos black blocs, por exemplo, tem seu nome por conta da cidade de Balaclava, também palco da Guerra da Criméia. Quem mandou você não prestar a atenção devida à pobre professora de História do ginásio? Mas há remédio para isso: os oito (!) volumes que Alexander William Kinglake escreveu entre 1863 e 1887 a respeito da disputa. Aposto 10 rublos como o Putin leu.
07:27:47 - Zeno - 4 comentários

05 Março

Saladão de Links Numa Quarta-Feira de Cinzas

O escritor espanhol Eduardo Mendoza falando sobre o humor inglês (com ótimas citações...), neste link.

A esta altura já tá todo mundo sabendo, mas não custa repetir: que Paris, que nada - o negócio é morar em São Paulo.

O melhor texto sobre a morte do Alain Resnais (lembrança cabotina: a gente já falou dele um bocado aqui no blog) foi o necrológio panorâmico do Le Monde, aqui.

Um troço do ano passado, mas que me ajudou à beça pra descobrir o quem-é-quem miúdo (ou não tão miúdo: esse Eduardo Cunha, por exemplo, que anda mais saidinho que puta em véspera de feriado) do House Of Cards de Brasília e adjacências.

E, pra encerrar, troço longo, que merece uma atenção que não seja a do clica-e-lê, clica-e-lê: um dossiê do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial sobre as dificuldades desse troço chamado Brasil - ou, como diz um amigo mais instruído, "cada vez que escuto a expressão 'projeto de país', sinto vontade de sacar a 'Dialética do Esclarecimento' e dar na cabeça do sujeito".
19:31:08 - Zeno - Comentar

Dois ou três pitacos sobre a Segunda Temporada de House Of Cards (2014)

Se havia alguma dúvida na primeira temporada, esta aqui deixa tudo às claras: é Macbeth, puro e simples, embora o pobre Bardo tenha escrito enxutas páginas (a peça tem a metade do tamanho do Hamlet, por exemplo) e a rapaziada que assina os roteiros do seriado tenha enfiado subplot atrás de subplot em 13+13 episódios. Mas, pqp, que espetáculo de Macbeth atualizado, esse.

[pausa pruma divagação: depois que o Kurosawa abriu a porteira, no superestimado “Trono Manchado de Sangue/Kumonosu-jo” de 1957, transpondo o Macbeth escocês pro Japão do século XVI, qualquer um com dois neurônios já pensou em fazer uma adaptação da peça para os mais diversos contextos, desde disputas no mundo corporativo, passando por versões ambientadas em favelas, até chegar no síndico do condomínio de um prédio, casado com aquela megera manipuladora. Que nada disso tenha resultado em coisa boa, e que o seriado americano saia ileso, já diz muito sobre suas qualidades.]

Agora, que fique claro: é uma bobagem, ou melhor, é diminuir a importância do troço classificá-lo como uma “série que desvenda os bastidores da política americana”, ou coisa assim. Pra isso, temos aí um desses West Wing da vida, que nunca vi e nem sei se vale a pena. É uma aula, sim, sobre o funcionamento de relações de poder e de negociação, sobre adequação do caso à regra e da implosão desta por aquele, sobre o debate entre leis e democracia, ou entre legalidade e exploração de limites, sobre a construção contínua do assim chamado “jogo político”, com todos os puxões de tapete e alianças de praxe, sobre como, em qualquer situação cotidiana, e não só na política institucional, tensões de mando e de subserviência são postas e desfeitas, enfim, sobre esse troço estranho chamado nossa vidinha – com a peculiaridade de que a vidinha em Washington parece ser um caso exemplar de Ellenbogengesellschaft, “sociedade da cotovelada”, expressão alemã de sucesso na década de oitenta, em que todo mundo se acotovelava pra poder vencer a concorrência e pegar o solzinho yuppie da época. [Leia mais!]
18:50:35 - Zeno - 4 comentários

02 Março

eu vou falar da sabrina sato

ela é a garota de ipanema
d'agora.
ou mais ou menos isso.

é que ela é a garota
de todos os lugares
que não foram ipanema

nos últimos 40 anos.

enfim, é isso. [Leia mais!]

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