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A hora do DJ Mandacaru

Velharias musicais sempre fresquinhas.


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18 Junho

Di Melo, de Pernambuco, dichava coração bahiano


"O que é que a baiana tem?"

Acho que isso nunca foi mencionado aqui no HZ, mas o fato é que nós funcionamos como o falecido Diários Associados, Zeno no papel de Chatô.
No condomínio que agrega (comentário econômico que não usa "agrega" não é digno de consideração) os negócios da HZ GmbH, a vice-capitania do Nordeste é liderada por Don Franciel Cruz di Alarcón y Santiago, um fidalgo erpanhol, que costura pra fora com o nosso consentimento, sem prejuízo dos vencimentos aqui auferidos (20% de comissão, lava jato é a mamãezinha).

Para se recuperar de um evento particularmente doloroso, Don Franciel está em visita a São Paulo. O motivo alegado é uma paixão incontrolável pelo Di Melo, um músico pernambucano que fez um relativo sucesso em meados da década de 70 e que mora na edícula do coração de nosso delegado na Bahia desde então. É complicado, sabemos, mas paixão bahiana não se discute, aceita-se, com elegante genuflexão, se possível.

Di Melo vai se apresentar na Virada Paulista às 4 da matina do domingo, horário normal pra quem fez pós doc em coroinha na igreja do Senhor do Bonfim. Se você estiver seco pra encontrar o nosso comedor de lambretas, ligue pro editor-chefe. Ele sabe onde vai rolar.

E pra você, que não tem nada a ver com essa bruzundanga e quer saber quem é e o que faz o Di Melo, vai à luta.

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