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29 Outubro

Se soubesses...

Aloysio, Silvinha e Tom.jpg

O leitorado ativo e participante do HZ não faz idéia do grau de alienação deste nosocômio. Só para vocês avaliarem, a última instrução que recebi do editor-em-chefe foi para avaliar as gravações disponíveis de Dindi, o clássico de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, e definir o cânone. Isso na semana em que estavam votando PEC, presidente do Senado trocando sopapos com juizecos, Paulo Preto deixando roxo o alto comando do PSDB, o Italiano consolando o Coisa Ruim nos corredores dos presídios de Curitiba.

Mas manda quem pode, obedece quem tem juízo. Dei uma geral rápida nos escaninhos do Drobo e separei algumas coisinhas. Os arquivos estão separados em três blocos para facilitar o tráfego da muamba - Cantores brasileiros, Cantores de fora, Instrumentais.

Para começar, a preferida do chefe - Sylvinha Telles, a primeira a gravar a música em 1959. Sylvinha voltaria à canção mais duas vezes, antes de se estabacar na estrada para Maricá, em 1966. De gravações contemporâneas, temos as de Maysa, Agostinho dos Santos, Alaíde Costa, Lúcio Alves e Elza Soares. Tem outras mais recentes, com Rosa Passos (minha preferida em qualquer lista de qualquer tipo de música), Leila Pinheiro e Zizi Possi. Pra satisfazer a porção nordestina da redação, tem até uma com o Fagner, mas não recomendo para quem nasceu da Bahia pra baixo.

Dos canários de fora, o escrete é imbatível. Devo prevenir que deixei de fora gringas cantando em português. Invariavelmente, a coisa começa assim: "Cêu, tão grande é o cêu", o que se presta a comentários os mais sórdidos. Vão vendo aí: Billy Eckstine, Blossom Dearie, Carmen McRae, Sarah Vaughn, Frank Sinatra, Shirley Horn (em duas versões diferentes, se ela tivesse gravado três vezes, a terceira também estaria aqui) e mais uma porção de gente mais ou menos desconhecida.

E pra finalizar, as versões instrumentais. Tem desde Joe Pass com Chet Baker (mas pode chamar de Ray Conniff Bonsai), Wayne Shorter, que começa com o Airto Moreira tocando berimbau, enquanto o festejado saxofonista leva quatro minutos emulando um jumento sexualmente excitado, até uma versão matadora do Harry Allen, filho espiritual de Ben Webster, um sax quente e relaxado, daquelas que você ouve e começa a pensar besteira. Para alargar os horizontes espirituais dos leitores, botei duas versões marciais: uma com a Banda de Fuzileiros Navais, outra com The Falconaires, a banda da USAF, a força aérea norte-americana. Só para vocês entenderem por que eu rezo todo dia pro Brasil não declarar guerra aos EUA.

Muito bem, diria o leitor mais atento, e qual é a melhor?

Sei lá. Ouçam aí e digam.
[Leia mais!]

01 Outubro

ós

o que segue é o que sei do que nos espera,
infelizmente:
toda essa conversa de *metrópoles*
é furada.
esse papo de termos todos de ir morar em enormes cidades, comon se condenados a isso, é só *discurso*.
não existe só isso que fal*h*am.
isso é pra irem trampar pra eles, e só.
tem mais um mundo de lugares além disso.

se não sairmos desse papo imbecil,
em mais ou menos uns 25 anos, nos levaremos a uma puta crise ambiental,
simplesmente por seguirmos consumindo o ambiente na quantidade em que o estamos fazendo.
uma coisa fundamental a respeito:
a quantidade e qualidade da tecnologia, conhecimento etc.,
não chegará a atingir a nós todos, a tempo, pq o ca(s)pitalismo além de burro, é imediatista.
e essas cunversa todas irão pro buraco.
corram avisar seus/suas filhos/as.
entendem?
ou querem que desenhem, ainda mais?

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