Folhinha da Seicho-No-Ie: em sampa agora, uísque, só purinho...



Eu me envergonho

[O lado B do Je me souviens.]


decoração e condomínio. oops... arquitetura e urbanismo

´´ ...o condomínio oferece como diferenciais fitness (até aí tamo acostumano, mas daí vem o brilho todo da coisa:), pet place...´´

quem acredita nisso crê no que mais?

e tem mais do modelo de vida (´modo de vida´ já é muito séc. 19 pra cá), no que deveria ser um serviço público essencial.

nos país que os dono dessa bagaça acha lindo, as casa nem tem caixa dágua, não precisa, o cara que não atende isso, direto, vai em cana.


edicões

se eu fosse arquiteto jamais publicaria projeto num lugar que legenda uma foto c/ - ...a estrutura da, fachada, recebeu, concreto aparente... (virgulas nossas, revisão).

a coitada da estrutura tava lá toda felizinha e 'tacaram nela um monte de concreto, é isso?
e a elevação - frontal, lateral, norte etc., tadinha, voltou ao tempo das beux arts, qual princeza da disney, provavelmente levada por escravos, e estes, por dívidas.

assim como, fora eu um editor, jamais aceitaria texto de arquitego que mandasse - ...uma arquitetura de caráter tecnológico, c/ vigas e pilares em aço e painéis de alucobond...

aprimorando o caráter do próprio autor, trocaria, a tiros, a marca do podruto pelo material de fato, e mandaria o artiushta passar um tempo no parque do xingú, aprendendo c/ os locais que tecnologia existe em tudo que humanos constroem, há milenios.
e, por vezes, usando condições muito piores, muito melhor...


plural de arroz

arrozes?
via

kome, expo linda sobre arroz, por um amigo da cumparsa, antropólogo cultural, dando um toque sobre, entre outras coisas, a burrice de se colocar uma usina nuclear mal gerenciada do lado de onde se planta sua comida, de cara prum marzão de doido e em cima duma falha geológica, como 'espertamente' fizeram em fukushima.

e uns caras, no governo lá, ainda tem a caríssima de pau de pretender sumir c/ notícia da investigação dessa m. toda, alegando questão de segurança nacional.


oportunidade imperdível

um tal de istituto de avaliação de universidade (um tipo de agencia de risco, sacumé?), quaquareli parece, coisa seríssima, re-classifica a, justo quem, a pobre usp.
justo agora que a turma lá 'tava começando a se levar a sério de novo, sô...
vida injusta.


recórde de zenismo* atingido

um tipo por aqui, nas highlands, há 7 anos 'fazendo análise'.
p/ deixar de fumar.
sem sucesso.


*um tipo específico de ordinarismo existencial.


biriguis*, imbecis:

conheçam mais do mundo antes de se molharizarem em cima do coitado.
ele, na maior parte das veiz, é muntcho maior.



*mosquito, coisa pequena...
doladecá do dicionário de tupi-portugues.
agora vai lá procurar doladelá pra ver o que é mesmo.


deu na 4ª idade...



Procure Saber (mas só se eu deixar)

chico, caetano, gil, djavan, erasmo e o rei roberto, unidos na Procure Saber, só querem que se publique sobre eles o que eles acharem bacana. Por exemplo, Gilberto Bem Perto é uma das mais melosas hagiografias que eu já li.


potencias

um por aqui precisava, muitíssimo, duma cama motorizada.
não havia mais dignidade possível na mecânica, aquela de pedais & manivelas.

elas se escreveram, se responderam no mesmo dia, se organizaram pesquisas de tarde, acharam diversas alternativas de noite, ontem, hoje a cama já tá lá.

homem é lerdo pressas coisa, eu digo isso e o pinto fica olhando o tamanho do meus purtugueis, entendemm?


para a alegria das nossas tele-expectadouras

como nos apresentamos lá na city.
nós e nossos feitores.
nós e nossos nós.



e os branquelo lá só filmando os sucexo dos desdesenho deles, conosco aqui tudo incluso, & cos nossos miór intelequituais dos cazpitalismus.
um eno-orgúio que só essa integrachão finan-cheira toda.


seo fosse o santos

entrava de vota no brezil pela guiana, qqer uma.
devagarinho.
o mais possível.
a pé.


uquê????????????????

6azero dum mirassol já é caminho do amor.
tempus fugit...

e eu aqui abrindo o blogue querendo contar coisa bonitas...


cuidando c/onde os gato anda

inda mais si'for 'merigano:



serviço público, e ténico

hippruvius

via

colaborando p/o desenvolvimento ergonomico da nano, segue circun-referencia padrão baseada no perfil médio da editoria.


Eu me envergonho

Pra arejar esta seção do blog, originalmente concebida para a auto-exibição da nossa própria ignorância:

Eu me envergonho de passar uns bons anos achando que a Rita Hayworth, no Gilda, cantava "Put the blame on me", e não "Put the blame on Mame". Aliás, só descobri quem era a tal Mame agorinha mesmo, graças à Mãe Digital dos Burros.


DEM e Eletropaulo, tudo a ver

Repare bem nos dois vídeos abaixo. A princípio não têm nenhuma relação um com o outro, mas a rigor têm tudo. São dois exemplos de canalhice institucional e mistificação publicitária em favor de uma terceirização de responsabilidades. Ambos preservam os verdadeiros culpados afirmando o que a realidade teima em contradizer, dia após dia.

A mentira da Eletropaulo


A mentira do DEM


No primeiro caso quem deveria estrelar o vídeo seria o CEO da Eletropaulo. Britaldo (olha o nome da fera!) Soares deveria vir a público com um pedido triplo de desculpas: por chefiar uma concessionária que não atende as mínimas qualidades de prestação de serviço (incluído aí o atendimento ao consumidor), transformando São Paulo numa cidade sem garantias de energia elétrica; por ser reincidente na incompetência e por utilizar peões como anteparo diante de uma população tão irritada quanto impotente: não há o que fazer, a não ser esperar a empresa ir se desmilinguindo a um nível tal que o Estado retome seu controle, em mais um capítulo dessa fábula do privado eficiente X estatal vagabundo.

No segundo caso me faltam nomes tantas as opções. Penso de inopino em Demóstenes Torres, o come-cotas, para quem escravidão era coisa de negro. Penso em Agripino Maia, coronel potiguar líder do interrogatório da então ministra Dilma Rousseff no Senado, quando a "acusou" de "mentir sob tortura". Penso em ACM Neto em contre-plongée explicando por que na capitania hereditária da Bahia tudo de repente é batizado com o nome de um seu parente que morre, do aeroporto a uma cidade inteira.

Inconveniências que não vão bem em vídeos exibidos na sala de estar das pessoas.


De volta a 1996

Santander #fail

O Firefox tem cerca de 25% do mercado de browsers, o iPad está aí, o Internet Explorer não é exatamente sinônimo de segurança e o banco Santander não faz ideia do que acontece no mundo –pelo menos no mundo de hoje. De uns tempos para cá exigiram instalar um "módulo de proteção" para realizar operações pela internet. Tudo bem se o tal módulo não fosse compatível apenas com computadores rodando Windows. Pior ainda: nem o pessoal do banco se entende com isso, como se veem nas telas absolutamente contraditórias aí. Aí o cliente se pergunta: se eles não sabem disso, ignoram a realidade e pensam viver em 1996, por que deixar meu dinheiro lá?


Um guia para a sinhá moderna

Isto estava no UOL, onde mais, mas já foi para o saco. O cache da página está aqui. O conteúdo fica transcrito abaixo, que o que é de gosto regala a vida:

Empregada doméstica - Aparência - Parte VI

Por Bebel Ferreira
Simpatia, simplicidade, são fatores determinantes.

Empregada doméstica - Aparência - Parte VI
Se a aparência for boa demais.

Cuidado!

Vai querer ser a patroa.
O quesito "Aparência" é importante, mas não determinante.

Isto é, como diz a sabedoria popular:

"As aparências enganam".

Empregada doméstica - Aparência - Parte VI
Mais importante do que a aparência é a simpatia, o bom humor, a vivacidade.

O principal é que você simpatize com a candidata, pois irão conviver da manhã à noite.

Uma moça que você vê que é educada, limpinha, está vestida modestamente, mas com decência. Com certeza um primeiro passo está dado.

Se os outros quesitos necessários para a contratação forem preenchidos, logo você fará com que ela fique fina e com boa aparência.

Não tenha medo de corrigi-la com carinho.

Se ela falar uma palavra errada, se ela tiver uma postura menos educada, se ela falar gíria, ou a "Dona" ligou, corrija-a no ato. Este é o reforço mais eficiente que existe, o reforço imediato. Aos poucos ela se tornará uma pessoa fina, educada e com ótima aparência.

Lembre-se: "Ninguém nasce sabendo".

Ensine-a.

Se a moça aparece para uma entrevista de emprego, mal arrumada, não muito limpa, desleixada, fica difícil contratá-la.
E se ela estiver vestida inadequadamente, com uma roupa de festa?

Posso contratar?
Também, se ela está vestida como para ir a uma festa-baile, ou com roupas de marca, ou com roupa "vira bolsinha", não dá, ela está mostrando sua personalidade.

Você também precisa simpatizar com ela. Lembre-se de que vai vê-la de manhã à noite.

Empregada doméstica - Aparência - Parte VI
Quando ela estiver de uniforme, sua aparência será outra. Eu prefiro uma pessoa mais humilde, que tenha chegado há pouco tempo à cidade grande, pois esta ainda não a estragou.


Mais sobre Nhá Bebel, aqui.


Perfil de uma brasileira

Tarja preta
A jovem A▆▆▆▆▆▆ R▆▆▆▆▆ mora em Itajaí, interior de Santa Catarina, é nativa do signo de Capricórnio e deseja ser geriatra quando crescer. Estuda no colégio Fayal e, religiosa, frequenta a Paróquia de S. Domingos. Pena que ela não aprecie usar metrô.


Continue pensando assim, São Paulo

Transcrito da Folha de hoje, grifo meu:

Após protestos, governo desiste de metrô na Angélica

Estado tira estação da principal via de Higienópolis, bairro da elite paulistana, e cria uma no entorno do Pacaembu

Em Higienópolis, moradores dizem que "prevaleceu o bom-senso'; Associação Viva Pacaembu reclama

JOSÉ BENEDITO DA SILVA
DE SÃO PAULO

Após pressão de moradores, empresários e comerciantes de Higienópolis, bairro de alto padrão no centro da capital, o governo de São Paulo desistiu de uma estação do metrô na avenida Angélica, a principal do bairro.
A estação integraria a linha 6-laranja, que vai da Brasilândia (zona norte) ao centro, passando por bairros como Perdizes, Pompeia e Santa Cecília e universidades como Mackenzie, PUC e Faap.
Com isso, o governo reativou o projeto de uma estação na praça Charles Müller, no estádio do Pacaembu.
A proposta de instalar a estação Angélica surgiu em junho de 2010, sob o argumento de que uma pesquisa mostrava que havia demanda de passageiros no local. Já a nova configuração foi apresentada pelo Metrô em audiência pública na semana passada.
A mudança veio após protestos da Associação Defenda Higienópolis, que reuniu 3.500 assinaturas contra o plano, com campanhas na rua e no Twitter.
Os moradores alegavam que a nova estação ampliaria o fluxo de pessoas no local, com o consequente "aumento de ocorrências indesejáveis", além da transformação da área em "camelódromo".
A entidade também apontava que a região já tinha estações suficientes. "Prevaleceu o bom-senso", afirma o presidente da associação, o empresário Pedro Ivanow.
A Angélica, alega Ivanow, ficaria a três quadras da estação Mackenzie e a quase 2 km da PUC-Cardoso de Almeida.
Segundo ele, em reunião na última semana de abril, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, concordou com o argumento. "Ele me disse que era totalmente favorável à exclusão da Angélica", diz.

PACAEMBU
A reviravolta irritou a Associação Viva Pacaembu. "Se o governo desistiu por pressão, sem considerar a análise prévia de demanda, acho pernicioso", diz a presidente, Iênidis Benfati.
Para ela, o principal problema da estação Pacaembu será em dias de jogos. Hoje, diz, as torcidas são pulverizadas pelas estações Sumaré, Clínicas, Marechal Deodoro e Barra Funda. "Até a PM não recomenda centralizar a torcida em uma estação."
Não foi a primeira vez que o governo Geraldo Alckmin (PSDB) desistiu de uma estação após protesto. Em 2005, ele abandonou a ideia de construir a estação Três Poderes, da linha 4-amarela, na região do Morumbi, depois de pressão de moradores.


Talento grátis para quem vive de mídia

Uma das últimas características remanescentes do jornal diário original é a de servir, involuntariamente, como válvula de escape para pressões e contradições de que o próprio jornalismo não dá conta. Quando esses fenômenos envolvem a publicidade, então, mais evidentes ficam e mais interessantes se tornam.

Eis que temos no Estadão de hoje uma materialização dessa teoria –coincidentemente, em páginas seqüenciais. A primeira é um anúncio de página de uma agência de publicidade. Ilustrado por um gráfico de linhas divergentes, resume a atividade com sinceridade poucas vezes vista: "Propaganda é um produto curioso: a ruim custa a mesma coisa que a boa". E segue o texto, que fala e se trai por si (grifos meus): [Leia mais!]


Relato de um privatista

Vos escrevo de um aprazível quarto de moquifo na não menos aprazível Guarulhos mercê da veneranda TAM, um dos lados do duopólio aéreo que atesta como poucos a pujança da iniciativa privada neste país. Convém lembrar que o outro lado é ocupado pela Gol, linha aérea cujo fundador visitou recentemente a cadeia e é dono de um prontuário de acusações que oscilam da maracutaia ao mando de assassinato. Mas isso é outra conversa. Physique du rôle para dono companhia aérea ele tem.

Cá estou porque a TAM me reservou a surpresa de cancelar meu voo de férias que deveria ter decolado às 21h. Uma hora dessas deveria estar pousando em Fortaleza com duas crianças de colo, mas não. O voo deixou de existir, ou melhor, foi lotado com passageiros de outros voos que também foram "deletados do sistema", consequência dos sucessivos atrasos que acometem a companhia, como um dominó. A TAM está muito parecida com a cidade de São Paulo: choveu, parou. Nada disso tem a ver com overbooking, tripulação com excesso de escalas, bagunça gerencial, desrespeito ao consumidor e falta de regulamentação estatal, nada. Ainda bem que no Brasil não neva tanto.

Tiveram a bondade de me alojar num hotel até o qual tive que arcar com as despesas de transporte. Fora o cheiro de mofo, até que não é de todo o mal.

Isso depois de um dia em que faltou luz em casa, seis vezes. Não é coisa rara. Pelo menos não durou tanto como no domingo antes do Natal: foram cinco horas seguidas, à noite, com direito a banho frio. A Eletropaulo, outra companhia emblemática das maravilhas que soem ocorrer quando o Estado sai de cena e deixa na mão de empreendedores o bem estar geral, me garante que está tudo bem e sugere que eu, consumidor, encomende a ela um estudo de rede para atestar isso, às minhas custas, claro. Meus relatos de sucessivos apagões devem ser coisas da minha imaginação, penso eu.

Alguém quer um relato das maravilhas que a telefonia privatizada e suas módicas tarifas pode fazer pela gente?


Portraits da geração leite-com-pera



Não basta ser mala, é preciso parecer débil mental na foto.


Dois cenários

No primeiro: ganha uma e de brinde teremos o fim dessa aguerrida, isenta, plurifacetada e percuciente imprensa, praticamente amordaçada nesses últimos oito anos em que, sob a ameaça da censura, não pôde dizer (falar, escrever, sugerir, inventar) nada contra o presidente da República e seus aliados.

No segundo: ganha o outro e de brinde teremos na prática a extinção dessa mesma imprensa, tornada obsoleta pela mediação desnecessária, uma vez que estará automaticamente alinhada com a agenda do novo Planalto –que, caso contrariado por algum jornalista desinformado quanto à nova realidade, irá demiti-lo incontinenti.

Sei não, mas acho que o problema não é de uma ou do outro candidato, mas das redações, e por tabela nosso.


R.I.P. 4

Tenho procurado, por várias razões que me são convenientes, me manter à parte (não se entenda isso como neutralidade, que não há) na discussão política, mas não tenho como não me manifestar da forma mais incisiva possível diante da lambança do Estadão, que demitiu a psicanalista Maria Rita Kehl por "delito de opinião", como a própria definiu.

Isso em plena campanha eleitoral, num jornal que transformou a censura que recebeu há 400 e poucos dias em ação de marketing, saiu do armário de maneira louvável declarando voto em Serra "para evitar um mal maior" e não perde a oportunidade de denunciar supostos arreganhos autoritários do governo Lula contra a liberdade de expressão, essa que o Estadão diz prezar.

Tem alguma coisa muito errada nisso aí, ô se tem.

No Leia Mais, a íntegra do artigo "Dois Pesos...", que causou a demissão da colunista. [Leia mais!]


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