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...ou então miojo

Nossas impressões sobre as cozinhas do mundo - a contrapartida sólida da Busca do Graal.


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18 Julho

Couve-Flor (RJ)

Agora que o nosso resenhador oficial de restaurantes está ocupado com líquidos e substâncias pastosas impróprias ao consumo humano, resolvi assumir a cadeira, a faca e o garfo e continuar nossa combalida seção gastronômica – já que a de bares, a Busca do Graal, anda mais fantasmagórica que fantasmagoria escocesa em peça shakespeariana. O Couve-Flor é um restaurante a quilo bacana, no Horto, manjado e conhecido por qualquer carioca que tenha mais de vinte pratas no bolso e não tenha preconceito contra réchauds e balanças. Alguns pratos surpreendem (chuchu batidinho, refogado com camarão e coentro, sensacional), nos fins de semana a oferta é mais inusual ainda, frutos de mar e que tais, há uma miríade de sobremesas deliciosamente esquisitas e, além disso, o entorno do restaurante já vale a esticada, cheio de casas e ruas agradabilíssimas a convidar para um passeio digestivo. O que talvez nem todo mundo saiba é que o restaurante tem uma filial que fica dentro da PUC, na Gávea, igualmente recomendada. Peço desculpas ao público leitor feminino para me dirigir exclusivamente à metade mais burra da audiência: o Couve-Flor da PUC deve ser o restaurante com a maior quantidade de peito bonito que já pude testemunhar nestes anos de divagação gastronômico-gustativo-sensorial. Não quero que me tomem por algum pervertido ou obcecado pela específica área anatômica, longe disso e de qualquer discriminação de outras áreas (as ancas, ah, as ancas – mas divago). É que bastaram algumas idas ao restaurante para que o princípio indutivo da constatação ("Nossa, que peito bonito!", "Olha, mais um ali", etc) se transformasse em evidência fenomenológica irretorquível ("Caralho, estão em todos os lugares!"). Claro que nossas leitoras poderiam protestar: "Mas isto lá é uma razão para se recomendar o restaurante?". Evidentemente que não, cara amiga, e é por isso que eles vêm sempre em pares, sempre dois bons motivos para entreter o olhar enquanto o garfo se ocupa de outras coisas. Os preços são um ou dois tostões acima da média dos quilos vagabundos, as filas nos horários de pico (sem trocadilho) podem atrapalhar, mas a paisagem em dobro compensa.

Cotação: 8 miojos
22:59:27 - Zeno -

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