Folhinha da Seicho-No-Ie: em sampa agora, uísque, só purinho...



Jornal Velho

[Recortes e papéis de ontem, de duas décadas, do mês passado, de hoje - o pesadelo do pessoal de limpeza.]


só morrem os meus heróis... de mais ninguém...?



conhecidencias: pauvre francis

tava aqui descatando um sacão lotado de recorte do paulo francis -tinha desdo pasquim até o estadão tardio, quase 1 metro cúbico de francis lentamente des-sendo a si-mesmo (v. dic. alemão).
era p/ jogar no lixo, já que tava tudo sendo comido por ratinho, desses miudinho, que ratão aqui não dura, vira logo rango dos bicho local.

feito o descarte, volto pro compu e dou c/ mais uma espetacular de-monstração de, logo quem, o mais desenvolto e autointitulado mherdeiro do franz paul - principal feito do qual realiza o próprio ganha-pão:
o quinojo la'vem'merdi, pastando felizquisó no maisgrama-conéqchon, em plena noviorque.

well...
o francis não pretendia nada disso.
é certo, bom gosto ele tinha.
nem esperava e provável nunca imaginou tal sequencia.
muito pelo contrario, e gostei um monte dos livros dele.
mas que fez que fez por merecer, isso acompanhei semana a semana.

e vai tudo lá no sacão.


coisas pra ver nesse fimde

janio de freitas no observatório de imprensa:

por sinal, um cara bem mais educado que alguns tipos aque, a começar deste maltraçado.

entrevista p/ o filme-peça 'o mercado de notícias', do jorge furtado.
vale ver até o finzim, é uma bordoada poético-cinematográfica inesquecível.
mal vi e já gostei.



da série 'falhando nilson'

coisa que coxinha nunca viu:
akira e as garotas que erraram.
de qdo aids ainda não existia, e o desbum paulistano rolava soltinho que só.



uma bicicleta perfeita



via


A Criméia é um estado de espírito

Somos velhos o suficiente para lembrar que na longínquas aulas de história do ginásio a gente estudava a Guerra da Criméia, no mais longínquo ainda século XIX. Mas a velhice traz esquecimento: o filmaço do Michael "Casablanca" Curtiz com o Errol Flynn, "A Carga da Brigada Ligeira", de 1936, se passa na Criméia! Aliás, só se passa na Criméia porque justamente retrata a tal Carga, tida como uma das maiores burradas já cometidas por um exército (o inglês, no caso) num campo de batalha. Aliás 2, ler os verbetes a respeito abre uma porteira de nomes e lugares que atropelam a memória: a balaclava, meu deus, a balaclava, usada até hoje nas pistas de kart e no quebra-quebra dos black blocs, por exemplo, tem seu nome por conta da cidade de Balaclava, também palco da Guerra da Criméia. Quem mandou você não prestar a atenção devida à pobre professora de História do ginásio? Mas há remédio para isso: os oito (!) volumes que Alexander William Kinglake escreveu entre 1863 e 1887 a respeito da disputa. Aposto 10 rublos como o Putin leu.


o dezáine de hoje pra piada de amanhã

mais do fim que do começo:
o que é o dezáine, hoje.
um saite da uébe, sabe, amiga de laiques de selfies no feice, só de coisa criatiíííva até dizê chêga.


Armada Espanhola

Cês viram isso? Pra gente não ficar refém somente das análises da Economist, segue um Balanço Cultural do Bananão sob a ótica dos ex-falidos espanhóis, cortesia do El País.


perguntad@,...

@ garot@ c/ veleidades de escrever p/ o grande público, e uma carreira de fama-riquezas-goshtoz@s, mais respeito intelequitual na família, e mais estar mordentro (d)as mumunhas e, indaa mais, ter influenza no sishtema, respondeu:

salsicha, ué...


"A bonitona com amnésia"

Cês viram isso? Cartuns publicado pela Piauí deste mês, de um tal Tom Gauld, colaborador do Guardian. Gênio, gênio, gênio.

Tem mais aqui: http://myjetpack.tumblr.com/

Gênio, gênio, OK, só mais um: gênio.


Um hora e pouco de puro deleite

Com vocês, pout-pourri de mil edições do programa Roda Viva. Tem de tudo, inclusive aquela do Quércia, aquela do Brizola, aquela, enfim, de todo mundo. O Bonus Track é espiar as bancadas de entrevistadores e soltar, de quando em vez, um "olha, lembra desse? Morreu", ou um "nossa, como ela era magrinha", etc.


acessibilidades lingoísticas

Morte de peixes em praça causa polêmica em moradores.
assim: causa 'em'.
como doença.
'polêmica' ainda é um palavra jovem aqui.
e como todo 'jovem'...
crdt ig.


Impulse

20130907-sare.jpg

Para não me acusarem na Justiça de abandono de emprego, retorno aqui para informar: se algum dia um Sardenberg lhe oferecer opiniões, isto é engano. Obrigado e de nada. Agora me paguem no fim do mês.


Tremei, NSA e CIA

Acabei de saber que a Polícia Federal vai abrir um "rigoroso inquérito" para apurar a bisbilhotice no cunversê brasileiro.
Agora os gringos vão saber o que é bom pra tosse.


Um, cem, um milhão

Ontem, Pinheiros. Amanhã, o mundo.

(flagrante fotográfico da muvuca de ontem no Largo da Batata. Na foto, manifestante segura cartaz em apoio ao Movimento lançado pelo Hipopótamo Zeno dias atrás. Agradecemos comovidos. É só passar na Redação e cobrar a fatura).


cego em tiroteio

a cada pileque semi-terminal, em tempos idos, cabei dando algo que me faltou duramente depois.
de amor, alegria, amizade, fúria, raiva, dei feliz e me arrependi depois, amargamente.
muitos mentes.
só não dei carro, grana, eu mesmo e a parceira da hora, nunca soube se por honra da firma ou pq. não prestavam pro serviço.

enfim, a última leva dessas euforia foi meus hammets quase todos.

porra, que hammet?
era um carinha legal, un puó amaro talvez, mas que escrevia direito, na mesma época daquele formidável chandler.
e que ninguém lê mais, uma pena. [Leia mais!]


sob protestos (e prepostos...)

no meio dumas paradas lá pelos 70/tantos, 80/ndas, estudantada na rua, 'trabalhador é companheiro ou não...' (ou um quetar dessa calibrage), paulada nas moleira (daí o bordão no humorismo tevezístico), eis que um mais cool manda, entre bordons e bordoadas:

'teletransporte grátis para todos já.'
(crdt. fm)


Desobediência Civil com Amor

E por falar no assunto abaixo, escrevemos no exato momento em que faltam alguns minutos para o início de mais uma Virada Cultural do Coletivo aqui na Avenida Paulista. Talvez tenha passado despercebido da grande audiência um pequeno trecho da matéria do Estadão de sábado passado, sobre a Virada Cultural de sexta, a que interrompeu trecho da Marginal Pinheiros (a mesma que vive interrompida nos outros dias do ano por excesso de veículos):

"Cerca de 30 estudantes que participavam do protesto entraram no Motel Astúrias, na esquina da Marginal dos Pinheiros com a Rua Paes Leme, para se proteger das bombas de gás lacrimogêneo e do spray de pimenta jogados pelos PMs. Os seguranças do motel ainda tentaram evitar que os manifestantes entrassem, mas foram atingidos pelo gás lacrimogêneo".

Segundo apurações conduzidas pelo blog, 17, dos 30, ainda não retornaram à sede do Movimento Passe Livre desde então. Cogita-se expulsão compulsória. Ou a mudança do nome para Movimento Pernoite Livre, com almoço executivo incluído na diária. Menos no Dia dos Namorados.


Três em Um

Historicamente [legal, né?, começar um texto com 'historicamente'; vontade antiga aqui da Redação] os movimentos sociais têm seu sucesso toldado por diferenças internas quanto aos métodos de ação, às estratégias de futuro, às disputas por espaço, e assim por diante.

Até agora.

São Paulo, o Brasil e até mesmo, dizem, o mundo têm acompanhado o surgimento de novas forças de aglutinação de diferentes demandas que podem mudar esse panorama de séculos de desunião. Nós, do blog Hipopótamo Zeno, temos informantes em diversos deles, e, diferentemente da NSA, não ocultamos a identidade de ninguém, porque o destemor frente à represália separa homens de crianças. Na Marcha da Maconha, por exemplo, temos o Betão, morador do 42, que mantém seu próprio cultivo e já destruiu pés de soja da Monsanto em pelo menos três diferentes latitudes. No Movimento Passe Livre, duas sobrinhas e um primo que nos dão as notícias quentes da rapaziada do coletivo de graça. Na Marcha das Vadias, temos a Irina, russa legítima que veio ao Brasil num desses intercâmbios tipo Rotary, o saudoso Russian Brides Ponto Com Ponto Ru, e que acabou ficando por aqui. Todos são unânimes em relatar, off the record, que os três Movimentos estão realizando reuniões e estudos para uma possível unificação, que só se encontra até o momento emperrada por conta do nome inicial sugerido, que não agradou ninguém:

Movimento das(os) Vadias(os) Maconheiras(os) Sem Grana pro Busão, ou MVMSGB.

Mais novidades quanto ao sucesso das negociações a qualquer momento, em boletim extra.


74 e dando no couro

uma bela matéria jornalística no ig:
contracultura de verdade não dá mole não...


espelho etc. meu...

fazia tempo que não lia nada tão engraçado.


talvez

vcs. nunca verão mulheres estando assim.
e podem falar o que quizérem.

via, p/ variar.


holliday trip

neuronios no pasto

no instantaneo, a editoria, num intervalo das areia de ceará, litoránorti e quejandos, pesquisa novas fontes de negócio nos campos lindeiros.
produtivos até em férias, como sói.

crdt. ss, via


tipos



yo no creo en brujos

pero que los hay los hay.

p/ se quentar c/ essa história e desenho fabulosos, de um cara que, inda bem, foi um p. teimoso, o frank lloyd wright, desenhando e fazendo o guggenheim.
que em 2009 virou cinquentão, dessa efeméride é o liame, mas ainda vale a pena.
pegue o seu bourbon e divirta-se.


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